Medida faz parte da estratégia de “pressão máxima” do presidente dos EUA contra Teerã, segundo porta-voz do Departamento de Estado.
O governo Donald Trump (foto) anunciou neste sábado, 8, o fim da isenção de sanções que permitia ao Iraque comprar eletricidade fornecida pelo Irã. A medida faz parte da estratégia de “pressão máxima” do presidente dos Estados Unidos contra Teerã, segundo um porta-voz do Departamento de Estado.
Com o fim da isenção, os EUA “não permitirão ao Irã qualquer alívio econômico ou financeiro”, segundo o porta-voz. Ele explicou que o objetivo da medida é “erradicar a ameaça nuclear do Irã, restringir seu programa de mísseis balísticos e impedir seu apoio a grupos terroristas”.
Ao retornar à presidência em janeiro, Trump retomou a política de “pressão máxima” contra o Irã, estratégia que já havia iniciado durante seu primeiro mandato, quando retirou os EUA do acordo nuclear internacional, que visava impedir Teerã de desenvolver armas nucleares.
Os EUA buscam isolar o Irã da economia global e cortar sua principal fonte de renda, as exportações de petróleo, com o intuito de impedir o avanço do programa nuclear iraniano. O Irã, por sua vez, nega as acusações e afirma que seu programa é de natureza pacífica.
Desde 2018, quando as sanções contra o Irã foram reimpostas, o governo Trump concedeu isenções temporárias a alguns países, incluindo o Iraque, permitindo que continuassem comprando eletricidade iraniana. O governo dos EUA, tanto sob Trump quanto sob Joe Biden, renovou essas isenções diversas vezes, enquanto incentivava Bagdá a reduzir sua dependência da eletricidade do Irã.
Os EUA também usaram a revisão da isenção como uma forma de pressionar Bagdá a permitir a exportação de petróleo do Curdistão iraquiano via Turquia. Isso ajudaria a aumentar a oferta de petróleo no mercado global, mantendo os preços sob controle e criando mais espaço para os EUA restringirem as exportações de petróleo iraniano.
No sábado, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que não aceitará as exigências de “governos abusivos” que insistem em negociações que “não tem como objetivo resolver problemas, mas sim impor o seu domínio e impor as suas exigências”.
A declaração é uma resposta direta ao apelo de Trump para diálogo.
Khamenei também criticou o que chamou de “duplicidade de critérios” do Ocidente e afirmou que os princípios ocidentais são incompatíveis com os valores islâmicos.
A fala de Khamenei foi feita um dia depois de Trump anunciar ter enviado uma carta ao regime solicitando negociações sobre o programa nuclear iraniano. O presidente americano afirmou que o diálogo seria a melhor opção, embora tenha deixado claro que não permitirá que o Irã desenvolva armas nucleares.
Trump também reiterou sua preferência por um “acordo de paz” em vez de uma ação militar, mas afirmou que a questão precisa ser resolvida rapidamente.
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