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Rubio pressiona aliados da Otan por aumento de gastos militares.

Rubio pressiona aliados da Otan por aumento de gastos militares.

03/04/2025 às 14h26
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Rubio pressiona aliados da Otan por aumento de gastos militares.

Rubio pressiona aliados da Otan por aumento de gastos militares.

 

Secretário de Estado dos EUA defende meta de 5% do PIB em defesa durante reunião em Bruxelas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta quinta-feira, 3, durante reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas, que Washington seguirá comprometido com a aliança militar, mas exigiu que os países-membros aumentem os gastos com defesa para 5% de seus respectivos PIBs.

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Rubio rebateu o que chamou de “histeria” sobre um possível afastamento dos Estados Unidos da aliança, afirmando que Trump quer “uma Otan mais forte e viável”.

O secretário enfatizou que o governo americano apoia a permanência na organização, mas reivindica que todos os aliados cumpram plenamente o tratado constitutivo da aliança, o que, segundo ele, exige investimentos mais robustos em capacidades militares.

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Atualmente, a meta oficial da Otan é de 2% do PIB, estabelecida antes da invasão russa da Ucrânia. Desde então, a meta passou a ser tratada como um piso mínimo.

A nova exigência, no entanto, de elevar os gastos para 5%, é considerada politicamente inviável pela maioria dos países europeus, mesmo diante da crescente pressão dos EUA.

Rubio afirmou que não se espera que os países cumpram a meta imediatamente, mas insistiu que seja traçado um “caminho realista” rumo a esse objetivo. O secretário também disse que os países da Otan são “economias avançadas, países ricos que têm a capacidade de fazer mais”.

O encontro ministerial em Bruxelas ocorre sob o pano de fundo da decisão de Trump, anunciada na véspera, de impor tarifas comerciais universais, incluindo sobre parceiros tradicionais da Otan, o que elevou a tensão diplomática.

O chanceler norueguês, Espen Barth Eide, criticou o protecionismo, dizendo que ele “não faz bem a ninguém” e afeta o crescimento necessário para sustentar uma defesa comum mais robusta.

Outro ponto de fricção entre os aliados é a condução das negociações entre Washington e Moscou sobre a guerra na Ucrânia.

Países europeus têm pressionado por uma postura mais dura contra o regime de Vladimir Putin e rejeitam qualquer proposta de cessar-fogo que envolva concessões territoriais por parte de Kiev.

Em fevereiro, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, já havia dito que os europeus deveriam assumir a responsabilidade pela segurança do continente.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, tentou minimizar as preocupações e garantiu que os Estados Unidos não têm planos de retirar suas tropas da Europa.

Segundo ele, “sabemos que os EUA, sendo a superpotência que são, precisam lidar com mais de um cenário”.

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