Yoon Suk Yeol foi preso em 15 de janeiro, acusado de insurreição por decretar lei marcial no país.
O presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol (foto), foi solto neste sábado, 8, após a Justiça suspender seu mandado de prisão.
Promotores ainda poderiam recorrer da decisão, mas desistiram, permitindo sua libertação após quase dois meses sob custódia.
Yoon foi preso em 15 de janeiro, acusado de insurreição por decretar lei marcial em 3 de dezembro. O caso criminal é separado do julgamento de impeachment que tramita na Suprema Corte, responsável por decidir se ele será reintegrado ou definitivamente removido do cargo.
Em nota, o presidente afastado agradeceu à Justiça.
“Gostaria de agradecer ao Tribunal Distrital Central pela coragem e determinação em corrigir a ilegalidade”, afirmou.
Seus advogados classificaram a decisão como um passo para “restaurar o estado de direito”.
Em dezembro, Yoon decretou lei marcial com medidas que restringiam direitos civis e fechavam o Parlamento.
A ordem foi revogada horas depois, mas gerou forte reação política. No final daquele mês, o Congresso aprovou seu impeachment, afastando-o do cargo enquanto a Suprema Corte analisa o caso.
Além do processo político, Yoon enfrenta acusações criminais, já que insurreição é um dos poucos crimes pelos quais um presidente sul-coreano pode ser responsabilizado judicialmente.
A pena pode chegar à prisão perpétua ou até à execução, embora a Coreia do Sul não aplique a pena de morte há décadas.
Desde a prisão, Yoon estava em confinamento solitário. Seus advogados alegam que sua detenção foi ilegal e que ele nunca teve a intenção de impor integralmente a lei marcial, mas apenas utilizá-la como um alerta diante do impasse político no país.
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