Presidente dos EUA disse ter enviado uma carta ao aiatolá Ali Khamenei
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, sobre um possível acordo com Teerã para conter o avanço de seu programa nuclear nesta sexta, 7.
Escrevi uma carta para eles dizendo: Espero que vocês negociem porque, se tivermos que entrar militarmente, será uma coisa terrível”, disse à Fox News.
No Salão Oval da Casa Branca, o republicano disse que, nos próximos dias, a imprensa falará sobre o Irã, mas não revelou sobre qual assunto.
“Isso vai ser a próxima coisa que vocês vão falar., o que acontecerá com o Irã. E serão dias interessantes. Isso é tudo que posso dizer a vocês. Estamos nos golpes finais com o Irã. Vamos ver o que vai acontecer. Mas estamos nos momentos finais. Estamos nos momentos finais. Não podemos deixá-los ter uma arma nuclear”, disse a jornalistas.
Durante o primeiro mandato, Trump encerrou a participação dos Estados Unidos no Plano de Ação Global Conjunto (JCPOA) com o Irã, aliado da Rússia. O republicano argumentou que o acordo possibilitava não protegia os interesses de segurança dos EUA.
Além disso, Trump afirmava que Teerã negociou o JCPOA para beneficiar a si próprio.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, Moscou quer ser o elo entre o governo Trump e o Irã em tópicos relevantes.
“A Rússia acredita que os Estados Unidos e o Irã devem resolver todos os problemas por meio de negociações”, diz a reportagem da Bloomberg.
A relação entre Trump e Putin ficou ainda mais estreita neste segundo mandato do republicano.
Desde o início de seu mandato, Trump prometeu restaurar a campanha de “pressão máxima” sobre o Irã.
Para isso, o governo americano assinou uma ordem executiva com uma série de sanções sobre exportações de petróleo iraniano.
Além disso, Washington impôs uma nova rodada de sanção contra indivíduos e embarcações ligadas à indústria petrolífera de Teerã.
Segundo a porta-voz do Departamento de Estado, Tammy Bruce, a medida atinge mais de 30 pessoas próximas ao regime iraniano, além de navios de corretagem, venda e transporte de petróleo do Irã.
Washington classificou os sancionados como uma engrenagem de “facilitadores de transporte ilícito”, que enviou “dezenas de milhões de barris de petróleo bruto, avaliados em centenas de milhões de dólares” para fugir de restrições internacionais.
Todas as propriedades de indivíduos sancionados localizadas nos Estados Unidos – ou sob o controle de pessoas americanas – serão bloqueadas e devem ser reportadas ao Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
Entre os penalizados pelos EUA, estão corretores de petróleo dos Emirados Árabes Unidos e Hong Kong. Além deles, operadores de navios da Índia e China foram atingidos. As sanções também serão estendidas a empresas sediadas na Malásia, Seychelles e Emirados Árabes Unidos, acusadas de atuar como intermediárias na venda de petróleo iraniano.
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