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Para Trump, cartéis mexicanos são mais perigosos que Rússia.

Para Trump, cartéis mexicanos são mais perigosos que Rússia.

03/03/2025 às 15h41
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Pete Hegseth. Reprodução/redes sociais
Pete Hegseth. Reprodução/redes sociais

Para Trump, cartéis mexicanos são mais perigosos que Rússia.

 

Pete Hegseth, secretário de Defesa, ordenou suspensão das ações de cibersegurança que paravam os ataques do Kremlin.

Veículos de imprensa americanos e sites especializados em tecnologia afirmam que o governo dos Estados Unidos suspendeu as operações de cibersegurança contra a Rússia.

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Entre elas, algumas ajudam a Ucrânia a se defender dos ataques russos no mundo virtual.

A ordem teria partido do secretário de Defesa, Pete Hegseth (foto), um ex-apresentador do canal Fox News que agora comanda o Pentágono.

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A instrução de Hegseth chega em um momento em que o Comando Cibernético está lutando para aumentar o pessoal para atacar os cartéis de drogas mexicanos, oito dos quais a administração rotulou formalmente como grupos terroristas. Autoridades de Trump defenderam ações militares contra pessoas e contra a infraestrutura dos cartéis para conter o fluxo de drogas através da fronteira“, diz o site The Record, que deu a primeira notícia sobre o assunto.

Pete Hegseth

Segundo o The Record“as fontes disseram que o Comando Cibertnético começou a compilar uma ‘avaliação de risco’ para Hegseth, um relatório que reconhece que a organização recebeu sua ordem, lista quais ações ou missões em andamento foram interrompidas como resultado da decisão e detalha quais ameaças potenciais ainda emanam da Rússia“.

O site diz que a abrangência da decisão de Hegseth ainda é incerta.

Como a Rússia do ditador Vladimir Putin tem a maior máquina de desinformação do mundo, uma em cada quatro equipes de funcionários americanos que trabalham com ações de cibersegurança estão focados nesse país.

Estima-se que ao menos 10 mil funcionários podem ter sua rotina de trabalho afetada com a decisão.

Interferência eleitoral

A Rússia tem feito ataques a vários países do mundo, principalmente na época de eleições.

No final do ano passado, o Centro de Análise de Ameaças da Microsoft (MTAC) revelou que Rússia, Irã e China intensificaram esforços para interferir nas eleições americanas por meio de operações de influência online.

O relatório fornece detalhes sobre o uso de vídeos aprimorados por inteligência artificial, desinformação em mídias sociais, ataques cibernéticos para atingir candidatos e mecanismos para interromper o processo eleitoral.

“Agentes russos continuam tomando medidas para minar a campanha de Kamala Harris. Atores russos continuam a criar vídeos de deepfake aprimorados por inteligência artificial sobre a vice-presidente Harris.

Em um vídeo, Harris é retratada supostamente fazendo comentários depreciativos sobre o ex-presidente Donald Trump.

Em outra publicação feita por trolls, alinhados ao Kremlin, Harris é acusada de caça ilegal na Zâmbia. Por fim, outro vídeo espalha desinformação sobre o candidata democrata à vice-presidência,

Tim Walz, obtendo mais de 5 milhões de visualizações no X nas primeiras 24 horas”, afirmava a Microsoft no final do ano passado.

Embora a maioria desses vídeos

 

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