Sunday, 26 de April de 2026
19°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Geral Desenvolviment...

Em Castro: IAT finaliza detalhes para criação da 75ª Unidade de Conservação do Paraná

Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) dos Monos de Castro tem 6,2 mil hectares e nasce com o foco principal de conservar o muriqui-do-sul (...

13/04/2026 às 15h12
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
Compartilhe:
Foto: Robson Hack (Muriqui do Sul)
Foto: Robson Hack (Muriqui do Sul)

O Governo do Estado está finalizando os detalhes para a criação de uma nova Unidade de Conservação (UC), a 75ª do Paraná. A Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) dos Monos de Castro tem 6,2 mil hectares (equivalente a 8,6 mil campos de futebol), em Castro, nos Campos Gerais, próximo ao Vale do Ribeira, e nasce com o foco principal de conservar o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), primata criticamente ameaçado de extinção, conhecido também por mono-carvoeiro.

O Instituto Água e Terra (IAT) já realizou as consultas com a comunidade local, incorporando sugestões ao projeto – a última audiência pública ocorreu na quinta-feira (09). A oficialização, com a publicação do decreto no Diário Oficial do Estado, deve ocorrer ainda neste ano.

A UC Monos de Castro se enquadra na categoria de áreas protegidas que permitem o uso dos recursos naturais de forma regulada, ou seja, terá visitação controlada, garantindo a manutenção de atividades produtivas compatíveis com a conservação da natureza.

Continua após a publicidade
Anúncio

“Nós temos algumas espécies criticamente ameaçadas de extinção. Pensamos nesta Unidade de Conservação justamente para aumentar a proteção dos monos, possibilitando ao animal um habitat adequado, protegido”, destaca a gerente de Biodiversidade do IAT, Patricia Calderari.

Segundo ela, o decreto a ser publicado pelo Estado apresentará as definições básicas que nortearão a gestão do complexo ambiental, que será devidamente regulamentada pelo Plano de Manejo, documento oficial da administração das Unidades de Conservação, com prazo legal de elaboração de cinco anos.

Continua após a publicidade
Anúncio

Entre elas estão as normas específicas para uso da terra e o zoneamento ecológico da Unidade de Conservação. Como a ARIE dos Monos de Castro será uma área protegida de uso sustentável e incluirá imóveis particulares, um ponto de grande importância para sua adequada implementação são os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), instrumento de incentivo à conservação da natureza que beneficia proprietários que prestam serviços ambientais relevantes, considerando os critérios estabelecidos na legislação vigente e no edital de chamamento público.

“É mais um passo importante que damos em prol da preservação ambiental, com cuidados com a fauna silvestre ameaçada e com os biomas do Estado”, afirma Patrícia.

ÁREA VERDE– O Paraná possui atualmente 74 Unidades de Conservação estaduais catalogadas pelo IAT. Esse montante compreende mais de 26,5 mil km² de áreas protegidas por legislação, formadas por ecossistemas livres que não podem sofrer interferência humana ou àquelas com o uso sustentável de parte dos seus recursos naturais, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs), onde são estabelecidas normas para compatibilização de atividades humanas com a conservação da natureza.

As áreas protegidas estaduais são divididas em UCs estaduais de Uso Sustentável, com 10.470,74 km²; UCs estaduais de Proteção Integral (756,44 km²); Áreas Especiais de Uso Regulamentado (Aresur), 152,25 km²; e Áreas Especiais e Interesse Turístico (AEIT), com 670,35 km², todas com administração do Governo do Estado.

O cenário se completa com as Reservas Particulares do Patrimônio Natural, as chamadas RPPNs, que somam atualmente 553,83 km²; terras indígenas, com 846,87 km²; e UCs Federais, de 8.840,39 km², sendo o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, a área mais simbólica; e UCs Municipais (3.959,55 km²), como o Parque Barigui, em Curitiba.

MONO-CARVOEIRO– O mono-carvoeiro ou muriqui-do-sul é a maior espécie de primata das Américas, podendo atingir 1,5 metro de comprimento da cauda à cabeça. Ele também é considerado um dos maiores “restauradores da floresta”, pois, em apenas um dia, pode dispersar sementes de até oito espécies de plantas, colaborando significativamente com a conservação ambiental.

É nativo do Brasil e endêmico da Mata Atlântica, visto nos estados do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e um pequeno trecho de Minas Gerais. Vive, em média, até 32 anos. Alimenta-se de frutos, folhas e flores, não havendo conflito dessa espécie com áreas de produção florestal ou agropecuária.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários