
O governo do Acre mobilizou uma grande força-tarefa, neste sábado, 25, para tentar conter os impactos ambientais causados pelo derramamento de óleo no Rio Tarauacá, ocorrido nesta sexta-feira, 24, no município de Jordão. Uma das medidas emergenciais será a instalação de barreiras de contenção dentro do manancial, com o objetivo de impedir que o combustível se espalhe ao longo do curso d’água e atinja um número maior de comunidades ribeirinhas e espécies aquáticas, chegando até a cidade de Tarauacá.

A operação reúne diversos órgãos estaduais em uma ação integrada, coordenada pelo governo, por meio da Defesa Civil Estadual, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), e Prefeitura de Jordão, por meio da Defesa Civil Municipal.
As equipes estão em campo realizando levantamento de dados, fiscalização ambiental, monitoramento da área afetada e execução das medidas emergenciais de contenção. Entre as ações adotadas está a instalação das barreiras para limitar a dispersão do combustível ao longo do curso do rio. Os equipamentos foram disponibilizados pela empresa D.G. da Silva LTDA, de Cruzeiro do Sul, contribuindo com apoio logístico à operação.

De acordo com a empresa responsável pelo derramamento, cerca de 17 mil litros de óleo caíram no rio, mas as equipes do governo ainda realizam levantamentos técnicos para confirmar a quantidade exata e dimensionar os danos causados.
O coordenador da Defesa Civil Estadual, Carlos Batista, afirma que desde que o governo tomou conhecimento do acidente, equipes técnicas foram deslocadas para o local com o objetivo de monitorar e fiscalizar a área afetada, avaliando a extensão dos danos e definindo estratégias emergenciais para minimizar os impactos ambientais provocados pelo vazamento.
“Nossa prioridade neste momento é controlar a dispersão do material e assegurar que todas as medidas emergenciais sejam adotadas com agilidade e responsabilidade. A governadora Mailza Assis orientou que déssemos suporte total para evitar ao máximo danos às populações ribeirinhas e ambientais”, afirmou.

O presidente do Imac, André Hassem, destacou que as equipes do órgão seguem acompanhando tecnicamente todas as ações emergenciais e já iniciaram a coleta de amostras de água e sedimentos, que irão subsidiar a avaliação dos danos ambientais e as medidas de responsabilização.
“Neste primeiro momento, o foco é avaliar os danos causados ao meio ambiente e garantir que as medidas reparatórias sejam executadas com urgência. O derramamento de combustível em rios é considerado crime ambiental e vamos atuar na apuração das responsabilidades para adoção das medidas cabíveis”, afirmou.

A contenção dentro do rio é considerada uma medida fundamental neste momento, especialmente devido à forte correnteza provocada pela cheia do Rio Tarauacá, que aumenta o risco de dispersão do óleo. Com a barreira instalada, a expectativa é concentrar o material em uma área controlada, facilitando o recolhimento e evitando o agravamento dos danos ambientais.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, disse que o trabalho integrado busca garantir resposta rápida diante dos danos ambientais. “A atuação coordenada reforça o compromisso do Estado com a preservação ambiental e com a adoção de medidas para reduzir os impactos causados pelo derramamento, enquanto seguem as investigações e o monitoramento técnico da área afetada ”,afirmou o gestor.

Batista reforçou que o momento exige atuação rápida e articulada para reduzir os danos ambientais e proteger as comunidades afetadas.
“Estamos atuando de forma integrada com todos os órgãos envolvidos para garantir uma resposta rápida e eficiente. A instalação da barreira de contenção é essencial e uma das nossas alternativas para impedir que esse óleo avance pelo rio e cause impactos ainda maiores ao meio ambiente e às populações que dependem desse manancial”, destacou Carlos Batista.
Além da instalação da contenção, a operação conta com apoio aéreo para monitoramento da mancha de óleo e deslocamento das equipes, com a atuação conjunta dos órgãos ambientais e de segurança na identificação das causas do acidente e responsabilização dos envolvidos.
Paralelamente, a Defesa Civil Estadual orienta que a população das áreas afetadas evite permanecer em locais com forte cheiro de diesel, não utilize água do rio para consumo, banho ou preparo de alimentos e evite contato direto com a água contaminada. Em caso de sintomas como náuseas, irritação ou mal-estar, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.
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