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Estudantes baianas desenvolvem perfume em formato de bastão

De perfume o brasileiro entende e muito. Pelo menos é o que garante uma pesquisa publicada pela Euromonitor International. Os dados mostram que o B...

13/04/2026 às 13h22
Por: Redação Fonte: Secom Bahia
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Foto: Ianca Rocha
Foto: Ianca Rocha

De perfume o brasileiro entende e muito. Pelo menos é o que garante uma pesquisa publicada pela Euromonitor International. Os dados mostram que o Brasil é o segundo país consumidor de perfumes, atrás apenas dos Estados Unidos, movimentando cerca de R$ 18 bilhões por ano.

Pensando no potencial deste mercado, as estudantes Alinne Sousa e Graziely dos Santos, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Célia Oliveira Leite, localizado no município de Ibipeba, desenvolveram um perfume em formato de bastão à base de óleo de coco (Cocos nucifera), cera de candelila (Euphorbia antisyphilitica), manteiga de karité (Vitellaria paradoxa) e óleos essenciais.

Com orientação da professora ⁠Ianca Rocha e coorientação do professor Rodrigo Coutinho, a ideia surgiu após o grupo observar que no Brasil há predominância de fragrâncias em formatos líquidos, sendo que no mercado internacional as grandes marcas já trabalham com o formato em bastão.

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“Surgiu a ideia de desenvolver algo parecido (com o exterior), mas que tivesse um teor de hidratação também muito intenso, porque a nossa pele não consegue exalar o perfume se ela não tiver hidratada, então a gente queria algo que hidratasse e perfumasse, por isso que a base do perfume tem muitas manteigas e óleos”, diz a professora.

As jovens cientistas, que tiveram destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação, contam que o produto foi feito de forma artesanal, ainda que utilizando as ferramentas disponíveis no laboratório da escola. Elas detalham como se deram as principais etapas para desenvolvimento do produto.

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“Inicialmente, definimos as matérias-primas que seriam utilizadas. Em seguida, estabelecemos as proporções iniciais de cada componente e iniciamos os testes. Ao longo do processo, ajustamos a formulação conforme os resultados. Quando a textura ficava mais rígida e causava desconforto na pele, reduzíamos a quantidade de cera e aumentávamos a de óleo essencial. Assim, fomos refinando a composição até alcançar a textura e a fragrância desejadas”.

Bahia Faz Ciência

Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para ascom@secti.ba.gov.br .

Fonte

Ascom/Secti

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