
De perfume o brasileiro entende e muito. Pelo menos é o que garante uma pesquisa publicada pela Euromonitor International. Os dados mostram que o Brasil é o segundo país consumidor de perfumes, atrás apenas dos Estados Unidos, movimentando cerca de R$ 18 bilhões por ano.
Pensando no potencial deste mercado, as estudantes Alinne Sousa e Graziely dos Santos, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Célia Oliveira Leite, localizado no município de Ibipeba, desenvolveram um perfume em formato de bastão à base de óleo de coco (Cocos nucifera), cera de candelila (Euphorbia antisyphilitica), manteiga de karité (Vitellaria paradoxa) e óleos essenciais.
Com orientação da professora Ianca Rocha e coorientação do professor Rodrigo Coutinho, a ideia surgiu após o grupo observar que no Brasil há predominância de fragrâncias em formatos líquidos, sendo que no mercado internacional as grandes marcas já trabalham com o formato em bastão.
“Surgiu a ideia de desenvolver algo parecido (com o exterior), mas que tivesse um teor de hidratação também muito intenso, porque a nossa pele não consegue exalar o perfume se ela não tiver hidratada, então a gente queria algo que hidratasse e perfumasse, por isso que a base do perfume tem muitas manteigas e óleos”, diz a professora.
As jovens cientistas, que tiveram destaque no Encontro Estudantil da Secretaria da Educação, contam que o produto foi feito de forma artesanal, ainda que utilizando as ferramentas disponíveis no laboratório da escola. Elas detalham como se deram as principais etapas para desenvolvimento do produto.
“Inicialmente, definimos as matérias-primas que seriam utilizadas. Em seguida, estabelecemos as proporções iniciais de cada componente e iniciamos os testes. Ao longo do processo, ajustamos a formulação conforme os resultados. Quando a textura ficava mais rígida e causava desconforto na pele, reduzíamos a quantidade de cera e aumentávamos a de óleo essencial. Assim, fomos refinando a composição até alcançar a textura e a fragrância desejadas”.
Bahia Faz Ciência
Lançada pela Secti no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série de reportagens Bahia Faz Ciência apresenta como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvem trabalhos em ciência, tecnologia e inovação que contribuem para melhorar a qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação e segurança. As matérias são divulgadas semanalmente, às segundas-feiras, para a mídia baiana e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para ascom@secti.ba.gov.br .
Fonte
Ascom/Secti
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