
Guilherme Moreira foi capturado no Centro do município após cumprimento de mandado de prisão expedido pela Justiça.
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira, 20, o então secretário de Habitação e Regularização Fundiária e Interesse Social de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, sob suspeita de estupro de vulnerável contra uma criança de 8 anos e posse ilegal de arma de fogo.
Guilherme Moreira foi capturado no Centro do município após cumprimento de mandado de prisão expedido pela Justiça. Durante a ação, policiais da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav) também apreenderam cinco armas – entre elas dois fuzis -, carregadores municiados, munições e aparelhos eletrônicos.
Segundo a corporação, com as apreensões o investigado também foi autuado em flagrante por posse ilegal de armamento de fogo. Os materiais recolhidos passarão por perícia.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início em 9 de fevereiro, quando a mãe da criança procurou a delegacia especializada para denunciar o caso.
A partir do relato, agentes realizaram oitiva especializada com a vítima, ouviram testemunhas e analisaram documentos. Conforme as apurações, o secretário tinha convívio com a criança e teria se aproveitado da relação para cometer o abuso.
Após diligências e trabalhos de inteligência, os investigadores representaram pela prisão, que foi deferida pela Justiça e cumprida nesta sexta. A polícia informou que as investigações prosseguem para identificar possíveis novas vítimas.
Ainda segundo a corporação, o suspeito já havia sido denunciado anteriormente pelo Ministério Público do Rio pelos crimes de extorsão e associação criminosa.
Em nota, o escritório Pedro Henrique Leite Advocacia afirmou que Guilherme Moreira “nega de forma veemente todos os fatos que lhe são imputados”, sustentando que não há provas que embasem a acusação de estupro de vulnerável.
Sobre as armas apreendidas, a defesa declarou que o investigado é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), com registro ativo e documentação válida, e que “todas se encontram regularmente registradas”.
Os advogados também ressaltaram que a investigação está em curso e que a Constituição assegura a presunção de inocência, o contraditório e a ampla defesa, criticando o que chamaram de “julgamentos precipitados” e “exposição midiática indevida”.
Em nota oficial, a Prefeitura de Petrópolis informou que, ao tomar conhecimento da prisão e da gravidade das denúncias, realizou a exoneração imediata do então secretário.
Segundo a administração municipal, “os fatos denunciados não têm relação com a atividade desempenhada no cargo”. A gestão afirmou ainda que não compactua com condutas que violem a integridade física, moral ou psicológica de qualquer pessoa e manifestou repúdio aos atos denunciados.
A prefeitura declarou confiar no trabalho das autoridades e disse estar à disposição para colaborar com as investigações.
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