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Brasil Desenvolvimento

Brasil entra pela 1ª vez no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”.

Brasil entra pela 1ª vez no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”.

26/05/2026 às 19h21
Por: Redação Fonte: Agência infomoney
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Brasil entra pela 1ª vez no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”.

Brasil entra pela 1ª vez no grupo de países com “muito alto desenvolvimento humano”.

 

Relatório da ONU mostra avanço do IDHM, mas mantém desigualdades raciais, regionais e de renda no país.

O Brasil atingiu em 2024 o patamar de “muito alto desenvolvimento humano” pela primeira vez desde o início da série histórica do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

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O indicador chegou a 0,805, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O resultado coloca o país acima da faixa de 0,800, considerada pela metodologia internacional como nível muito alto de desenvolvimento humano. Em 2012, o índice brasileiro estava em 0,744.

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O levantamento considera três dimensões: renda, educação e longevidade. A escala varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano.

Apesar do avanço nacional, o relatório aponta que o crescimento ocorreu de forma desigual entre grupos sociais e regiões do país.

Desigualdade racial segue em destaque

Os dados mostram que a população branca alcançou IDHM de 0,851, dentro da faixa de muito alto desenvolvimento humano. Já a população negra registrou índice de 0,774, classificado como alto desenvolvimento humano.

Segundo o PNUD, a diferença racial permanece estrutural ao longo de toda a série histórica.

“A primeira está sempre uma faixa abaixo de desenvolvimento humano em relação à segunda”, afirma o relatório ao comparar os indicadores da população negra e branca.

A desigualdade também aparece no recorte de gênero. Os homens registraram índice de 0,802, enquanto as mulheres ficaram em 0,798.

 

Embora a diferença geral seja menor, o relatório afirma que as disparidades aumentam quando o cálculo considera especificamente a renda do trabalho.

O estudo destaca ainda que, quando ajustado pela desigualdade, o desenvolvimento humano brasileiro permanece distante do nível indicado pela média nacional.

Em 2012, o IDHM ajustado pela desigualdade colocava o Brasil na faixa de baixo desenvolvimento humano. Em 2024, o país passou para médio desenvolvimento humano nesse recorte.

Distrito Federal lidera ranking

O relatório mostra que todos os estados brasileiros recuperaram e superaram os níveis observados antes da pandemia.

Atualmente, dez unidades da federação já aparecem na faixa de muito alto desenvolvimento humano. As outras 17 permanecem no grupo de alto desenvolvimento.

O Distrito Federal lidera o ranking nacional, com índice de 0,866. Em seguida aparecem São Paulo, com 0,838, e Santa Catarina, com 0,833.

Na outra ponta, Maranhão registrou o menor resultado do país, com 0,745. Alagoas aparece logo depois, com 0,746, seguido pelo Acre, com 0,754.

Segundo o PNUD, o avanço do índice nacional reflete políticas públicas acumuladas ao longo das últimas décadas nas áreas de saúde, educação e geração de renda, mas o relatório ressalta que os ganhos permanecem distribuídos de forma desigual entre a população brasileira.

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