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Governo brasileiro ativa protocolo de vigilância contra Ebola

Governo brasileiro ativa protocolo de vigilância contra Ebola

26/05/2026 às 20h16
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Governo brasileiro ativa protocolo de vigilância contra Ebola

Governo brasileiro ativa protocolo de vigilância contra Ebola.

 

Variante Bundibugyo, sem vacina aprovada e ausente há mais de uma década, está no centro do surto que preocupa autoridades globais.

O governo brasileiro colocou em funcionamento o Plano de Contingência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais após a Organização Mundial da Saúde declarar emergência de saúde pública em razão de um surto de Ebola que se alastra por dez países da África Subsaariana e tem como epicentro o Congo.

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O que prevê o plano ativado

De acordo com o Ministério da Saúde, o protocolo — cuja versão mais recente é de 2024 — determina vigilância reforçada sobre pessoas que tenham viajado a países afetados, com isolamento imediato de casos suspeitos e acompanhamento de suas redes de contato.

Uma particularidade do plano chama atenção: mesmo que o primeiro exame de sangue de um paciente suspeito dê resultado negativo, uma segunda coleta deve ser realizada 48 horas depois.

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A medida responde a uma limitação técnica — os testes disponíveis foram calibrados para as cepas mais comuns do vírus e apresentam dificuldade em detectar a variante Bundibugyo, responsável pelo surto atual. O documento não prevê fechamento de fronteiras nem restrições a viagens ou ao comércio.

Por que o Brasil permanece fora do mapa do surto

De acordo com a BBC Brasil, as condições do país reduzem a probabilidade de contágio. A ausência de voos diretos à região afetada diminui o fluxo de pessoas potencialmente infectadas.

Além disso, o Ebola chega aos humanos pelo contato com animais hospedeiros — sobretudo morcegos frugívoros e chimpanzés —, que no Brasil existem apenas em ambientes controlados, como zoológicos. O vírus se transmite entre pessoas exclusivamente por meio de fluidos corporais, como sangue e vômito, o que restringe sua propagação em contextos fora das zonas de surto.

A cepa Bundibugyo, que não era identificada há mais de uma década, apresenta letalidade de cerca de um terço dos infectados em surtos anteriores e adiciona dificuldades ao controle: não há vacina aprovada nem medicamentos específicos desenvolvidos para combatê-la.

O cenário é agravado pelo fato de o surto ocorrer em área de conflito armado, com aproximadamente 250 mil pessoas deslocadas e trânsito intenso nas fronteiras da região. Três voluntários brasileiros da Cruz Vermelha estão entre as vítimas da crise.

declaração de emergência da OMS, segundo as autoridades, não equivale ao estágio inicial de uma pandemia — o risco para países fora da África Oriental é considerado mínimo por especialistas em saúde pública.

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