
A ideia é que o mecanismo funcione 24 horas e de forma anônima. Petição online já teve mais de 770 mil apoios.
Após a grande repercussão do caso do cachorro Orelha, o influenciador Felipe Bressanim, o Felca, propôs a criação de um disque-denúncia nacional voltado aos casos de maus-tratos contra animais. A ideia é que o mecanismo funcione 24 horas e de forma anônima.
No dia 11 de fevereiro, Felca criou uma petição online em defesa da criação de “um número único, simples e acessível, que permita denunciar de forma rápida e segura em qualquer lugar do país”. Em cerca de uma semana, o abaixo-assinado angariou mais de 760 mil assinaturas e hoje apoio já passa de 770 mil.
Nesta quarta-feira (18), Felca protocolou uma carta aberta no Ministério Público pedindo a criação do número, com a petição anexada e o apoio de diversas organizações de defesa dos animais.
Em um vídeo publicado logo após a criação da petição, Felca fala sobre a dificuldade atual de denunciar casos de maus-tratos, sendo necessário fazer um boletim de ocorrência e registrar provas. “A maioria desiste pelo trabalho que dá e quem sofre é o animal”, diz o influenciador.
“Vamos usar a revolta que a gente sente por esses adolescentes [suspeitos da morte do cachorro Orelha] para algo que causa uma mudança real. Para que o cachorro Orelha seja eternizado como um cachorrinho que salvou milhões de outros”, defende Felca em vídeo. “Quando denunciar é fácil, intervenção acontece e consequências também”, completa.
Atualmente, já tramitam no Congresso alguns projetos para a criação de um disque-denúncia para maus-tratos a animais. O mais recente deles foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG) no dia 13 de fevereiro, em reação aos casos que ganharam notoriedade este ano.
Em setembro de 2025, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou um projeto semelhante do ex-deputado Felipe Bornier (RJ) e o texto seguiu para o Senado, onde aguarda designação de um relator.
Há ainda um terceiro projeto, apresentado pelo deputado Fred Costa (Patriota-MG), que aguarda análise da CCJ da Câmara.
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