
Com cerca de 1.000 soldados deixando o país, Washington concede alívio de sanções a Damasco em troca de cooperação, mesmo com o EI ainda ativo em território sírio.
O governo Trump está retirando forças da Síria como parte de uma mudança estratégica, agora que o governo do presidente Ahmed al-Sharaa está assumindo o controle do combate a grupos terroristas, segundo um alto funcionário dos EUA.
Uma presença significativa de tropas americanas não é mais necessária na Síria, de acordo com o funcionário, que detalhou a decisão sob condição de anonimato, mas o governo Trump está pronto para responder a ameaças do Estado Islâmico na região. Parte do efetivo dos EUA está deixando o país como parte de um processo de transição.
O Wall Street Journal informou mais cedo, nesta quarta-feira (18), que os EUA estavam em processo de retirada de todos os cerca de 1.000 soldados que mantêm na Síria. O jornal citou três autoridades americanas que não foram identificadas.
Porta-vozes do Pentágono e do Comando Central dos EUA preferiram não comentar.
Na semana passada, o Exército sírio assumiu o controle da base militar de Al-Tanf, antes ocupada por tropas americanas, encerrando uma presença militar dos EUA que durou uma década em um ponto estratégico no sudeste do país. Al-Sharaa concordou em se juntar à coalizão liderada pelos EUA para derrotar o Estado Islâmico, obtendo em troca alívio de sanções e apoio para assumir áreas de maioria curda no nordeste do país.
Ao mesmo tempo, o Estado Islâmico ainda mantém presença na Síria. O grupo realizou um ataque que matou dois soldados do Exército dos EUA e um intérprete em Palmyra, em dezembro, e as forças americanas atacaram mais de 100 alvos, capturando ou matando mais de 50 militantes do EI nos últimos dois meses.
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