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Ebola: especialistas avaliam risco de disseminação da doença e cenário no Brasil

Ebola: especialistas avaliam risco de disseminação da doença e cenário no Brasil

19/05/2026 às 09h06
Por: Redação Fonte: Estadão Noticias
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Ebola: especialistas avaliam risco de disseminação da doença e cenário no Brasil

Ebola: especialistas avaliam risco de disseminação da doença e cenário no Brasil.

 

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou um comunicado em que afirma acompanhar com preocupação a declaração da OMS de emergência de saúde pública de importância internacional.

No último domingo, 17, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a disseminação de ebola registrada na República Democrática do Congo e em Uganda, na África, como uma emergência de saúde pública de importância internacional.

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Segundo a organização, o evento é considerado de alto risco e recebeu a classificação devido ao registro de 246 casos suspeitos até o dia 16 de maio. Ao menos 80 mortes estão sendo investigadas, incluindo quatro óbitos de profissionais de saúde.

Nesta segunda-feira, 18, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou um comunicado em que afirma acompanhar com preocupação a declaração da OMS.

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Segundo a SBI, um fator que aumenta a apreensão das autoridades sanitárias é a ausência de vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, causadora do surto atual.

Além disso, a sociedade reitera que o vírus circula em regiões marcadas por conflitos e fragilidade assistencial, com alta mobilidade populacional entre países da região, o que pode favorecer a subnotificação de casos e infecções entre profissionais de saúde.

Não há uma pandemia em curso

A entidade ressalta, porém, que a classificação de emergência de saúde pública não significa que haja uma pandemia em curso, mas indica a necessidade de coordenação global, fortalecimento da vigilância epidemiológica e apoio internacional imediato para conter a disseminação da doença.

Não há casos registrados no Brasil

O ebola é causado por um vírus da família Filoviridae e é considerado uma doença grave, com alta taxa de mortalidade. O surto em questão é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do ebola para a qual não há vacinas ou terapias específicas até o momento.

Na nota, a SBI enfatiza a importância da vigilância ativa em portos, aeroportos e serviços de saúde, especialmente para identificação precoce de viajantes vindos de áreas afetadas que apresentem sintomas compatíveis com ebola.

Infectologista do Hospital Nove de Julho, da Rede Américas, Sumire Sakabe explica que o vírus preocupa autoridades sanitárias devido à elevada transmissibilidade e letalidade.

“A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente pelo contato com sangue e secreções. Em um cenário hipotético, se alguém infectado viajar durante o período de incubação ou enquanto ainda transmite o vírus, existe risco de disseminação para outros países”, afirma a médica.

Apesar disso, a possibilidade de circulação da doença no Brasil é considerada teórica e relacionada a viagens internacionais, já que não há registros da doença no País.

“Em surtos anteriores, por exemplo, profissionais de saúde infectados foram repatriados e tratados em isolamento sem transmitir a doença para outras pessoas”, explica Sumire.

Segundo a SBI, não há casos registrados no Brasil neste momento. O risco para a população brasileira permanece baixo, mas o cenário exige monitoramento constante por parte das autoridades sanitárias nacionais e internacionais, informa a sociedade.

Sintomas e formas de prevenção

O ebola é transmitido principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou com superfícies contaminadas.

Os sintomas mais comuns incluem febre alta, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça, vômitos e diarreia. Em casos graves, podem ocorrer sangramentos. A taxa de mortalidade varia conforme a cepa do vírus e a capacidade de resposta dos sistemas de saúde.

O tratamento é baseado em suporte clínico, com hidratação, controle dos sintomas e isolamento do paciente para evitar a transmissão.

Entre as principais medidas de prevenção estão o uso de equipamentos de proteção individual, higiene frequente das mãos e evitar contato direto com sangue e secreções de pessoas infectadas.

O isolamento de casos suspeitos também é considerado fundamental para conter a disseminação do vírus.

“A entidade também destaca a necessidade de capacitação contínua das equipes de saúde para manejo clínico, uso adequado de equipamentos de proteção individual e protocolos de prevenção e controle de infecções”, afirma o comunicado.

 

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