
A Nina Tecnologia é uma empresa familiar de Santa Catarina que hoje atende 600 instituições de saúde.
Roberto Dozol começou a desenvolver uma startup em 2017 ao lado do irmão, Elinton Dozol Machado, e do pai, Laerte Dozol. Com uma solução que utiliza inteligência artificial para fazer confirmação de consultas médicas, a Nina Tecnologia — nomeada em homenagem a uma das avós — faturou R$ 7 milhões em 2024.
A ideia para criar o negócio veio por meio de um amigo de Roberto, CEO da Nina. “Ele me contou que existia uma dor no mercado de saúde que é o absenteísmo de pacientes. Esse problema acarreta ociosidade, custos administrativos e filas de espera", diz. A partir disso , Elinton, que tinha 20 anos de experiência no desenvolvimento de softwares, desenvolveu uma tecnologia nativa em inteligência artificial.
A área de vendas do serviço foi tocada por Roberto, que chegou a ir de porta em porta em clínicas oferecendo a solução. “No primeiro ano de atuação, tínhamos 10 clientes com uma receita mensal de cerca de 15 mil”, conta.
Os empreendedores observaram uma demanda por uma IA receptiva. A tecnologia foi aprimorada e começou a funcionar também para agendamento de consultas. Caso a pessoa confirme e não vá, é feito o questionamento automático sobre reagendamento. Aqueles que compareceram ao atendimento recebem uma mensagem para realização uma avaliação. “Criamos também um aplicativo de jornada multicanal, que permite trabalhar com site, WhatsApp, Facebook e Instagram”, adiciona Roberto.
Segundo o empreendedor, o crescimento foi orgânico e bootstrap. Hoje, a Nina Tecnologia atende a cadeia do mercado de saúde, incluindo operadoras, hospitais, clínicas e consultórios médicos e odontológicos. “Entendemos que para se diferenciar no mercado era essencial verticalizar em um segmento. Isso nos permite aprofundar conhecimento e criar mais poder de persuasão”, opina Roberto. Hoje, 600 instituições de saúde pelo Brasil são atendidas pela Nina Tecnologia.
A startup também se aprimorou. Roberto comenta que neste ano foi feita a transição para uma IA generativa, por exemplo, e estão sendo desenvolvidas novas funcionalidades. O check-in com biometria facial e um aviso de que o paciente já chegou ao estabelecimento estão em testes com alguns clientes. “Os serviços em desenvolvimento possuem um tíquete mais alto para começar a funcionar em 2026”, diz.
No último ano, a Nina Tecnologia faturou R$ 7 milhões. Para 2025, a expectativa é chegar a R$ 10 milhões. Roberto revela que começou a conversar e estudar fundos de investimentos durante este ano para tentar lançar a primeira rodada em 2026.
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