
A vice-prefeita de Ribeira, no interior de São Paulo, Juliana Maria Teixeira da Costa, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por suposta associação criminosa, peculato e improbidade administrativa. Ela é acusada de desviar R$ 41,2 mil dos cofres públicos para contratar uma “amarração amorosa” com o objetivo de manter um relacionamento extraconjugal com um servidor da própria prefeitura.
De acordo com a promotoria, o valor foi repassado a uma mãe de santo por meio da empresa W.F. da Silva Treinamentos Ltda., contratada pela prefeitura para prestar supostos serviços médicos e odontológicos. O favorecido seria Lauro Olegário da Silva Filho, técnico de enfermagem e coordenador municipal de Saúde, também denunciado. A transação teria sido feita apenas 12 minutos após a emissão da nota fiscal pela empresa, o que levantou suspeitas de triangulação de verba.
O caso veio à tona após o perfil “Mentora Samantha” publicar, nas redes sociais, um comprovante de pagamento em nome da empresa no valor exato de R$ 41,2 mil, datado de 21 de agosto de 2024. A quantia coincidia com o repasse realizado pela prefeitura à empresa W.F., levantando suspeitas sobre o uso indevido dos recursos.
A Justiça de Apiaí acatou o pedido do MP-SP e determinou a suspensão dos contratos firmados entre a Prefeitura de Ribeira e a empresa, além da proibição de novas contratações com a W.F. da Silva Treinamentos Ltda. até nova decisão judicial.
Juliana, que é formada em Assistência Social, tem dois filhos e foi eleita vice-prefeita em 2020 pelo MDB, integrando a chapa “Avante Ribeira”, com o atual prefeito Ari dos Santos (PSD). Ela também atuou como secretária de Saúde e chefe de gabinete no primeiro mandato da atual gestão.
O Ministério Público acusa ainda Juliana de enriquecimento ilícito em conluio com o empresário Willian Felipe da Silva, dono da W.F. Treinamentos, e pede o ressarcimento integral dos valores desviados, além de sanções administrativas e civis.
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