Monday, 04 de May de 2026
26°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Internacional Internacional

Maior parte da navegação por Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA.

Maior parte da navegação por Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA.

04/05/2026 às 14h59
Por: Redação Fonte: Reuters
Compartilhe:
Maior parte da navegação por Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA.

Maior parte da navegação por Ormuz segue paralisada apesar de promessa dos EUA.

 

O Comando Central dos EUA disse ⁠que começaria a ajudar a restaurar a liberdade de navegação através do estreito nesta segunda-feira.

OSLO, 4 Mai (Reuters) – Não houve ⁠sinais de aumento no tráfego de embarcações pelo Estreito ⁠de Ormuz nesta segunda-feira, um dia após o presidente dos Estados Unidos, ‌Donald Trump, ter dito que o país começaria a agir para liberar a navegação.

Continua após a publicidade
Anúncio

Apenas um navio-tanque — um transportador de gás liquefeito de petróleo (GLP) sancionado e ‌do tipo ‘handy-sized’ –, alguns navios de carga e um navio de instalação de cabos passaram pelo Golfo de Omã nesta segunda-feira, mostraram os dados do MarineTraffic.

Nenhum navio-tanque ou outra embarcação comercial foi visto fazendo fila para transitar, e o grupo de navegação alemão Hapag-Lloyd disse que o trânsito de suas embarcações continuava impossível devido à ⁠falta ‌de clareza sobre os procedimentos de passagem segura.

Continua após a publicidade
Anúncio

O Comando Central dos EUA disse ⁠que começaria a ajudar a restaurar a liberdade de navegação através do estreito nesta segunda-feira, enquanto continuava seu bloqueio aos portos iranianos.

O setor de transporte marítimo não recebeu nenhuma orientação sobre a operação dos EUA e sua intenção, enquanto a situação geral de segurança permaneceu inalterada, disse a associação ​de transporte marítimo Baltic and International Maritime Council (Bimco).

‘Sem o consentimento do Irã para permitir que os navios comerciais transitem com segurança pelo Estreito de Ormuz, ​atualmente não está claro se a ameaça iraniana aos navios pode ser reduzida ou suprimida’, disse o diretor de segurança e proteção da Bimco, Jakob Larsen. A associação fornece alertas de segurança para o setor.

Centenas de embarcações comerciais e até 20.000 marítimos não puderam transitar pela hidrovia como resultado da guerra ‌no Irã, informou a Organização Marítima Internacional.

O Centro Conjunto ​de Informações Marítimas, liderado pelos EUA, disse que o nível de ameaça à segurança no estreito permaneceu ‘crítico’, aconselhando os marinheiros a considerarem a possibilidade de seguir pelas águas territoriais de Omã ao sul ⁠do esquema de separação ​de tráfego.

O centro descreveu ​as missões dos EUA como ‘defensivas’ e disse que combinaria esforços diplomáticos com coordenação militar.

O Irã, por sua ⁠vez, advertiu a Marinha dos EUA a ​não entrar no Estreito de Ormuz e disse que as embarcações comerciais precisariam coordenar qualquer passagem com seus militares. O país também divulgou um novo mapa descrevendo o que disse ​ser a área de controle do Irã.

O Paquistão afirmou que todos os 22 membros da tripulação do navio de contêineres de bandeira ​iraniana Touska, que foi ⁠abordado e apreendido pelas forças dos EUA no mês passado, foram evacuados para o território paquistanês e voltariam ⁠para casa.

O navio também será devolvido aos seus proprietários após reparos, disse o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, chamando a ação de ‘medida de construção de confiança’.

O bloqueio naval dos EUA imposto aos portos iranianos em 13 de abril também reduziu as exportações de petróleo de Teerã.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários