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A primeira capital do Brasil que une patrimônio histórico, mar quente o ano inteiro e um dos carnavais mais famosos do planeta.

A primeira capital do Brasil que une patrimônio histórico, mar quente o ano inteiro e um dos carnavais mais famosos do planeta.

02/05/2026 às 20h17
Por: Redação Fonte: Agência Revista Oeste
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A primeira capital do Brasil que une patrimônio histórico, mar quente o ano inteiro e um dos carnavais mais famosos do planeta.

A primeira capital do Brasil que une patrimônio histórico, mar quente o ano inteiro e um dos carnavais mais famosos do planeta.

 

O som do tambor do Olodum ecoa nas ladeiras do Pelourinho e o cheiro de azeite de dendê cruza a Baía de Todos os Santos. Salvador, fundada em 1549, foi a capital do Brasil por 214 anos e ainda guarda 800 casarões coloniais em um centro histórico tombado pela UNESCO.

Por que essa cidade carrega o maior acervo colonial das Américas?

Salvador foi a primeira capital do Brasil entre 1549 e 1763, e essa herança virou patrimônio mundial. O Centro Histórico tem 78,28 hectares de área tombada e foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1985. O conjunto reúne edifícios dos séculos XVI ao XIX, incluindo a Igreja e Convento de São Francisco, o Largo do Pelourinho e a Praça Tomé de Sousa.

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Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o sítio é um dos mais importantes exemplares do urbanismo ultramarino português, dividido em Cidade Alta, com funções administrativas e religiosas, e Cidade Baixa, voltada ao porto e ao comércio. A capital baiana ainda concentra quatro patrimônios imateriais brasileiros, a Festa do Senhor do Bonfim, o Samba de Roda do Recôncavo, o Ofício das Baianas de Acarajé e a Roda de Capoeira.

Essa capital do Nordeste vem conquistando brasileiros com sua hospitalidade única e praias exuberantes que encantam
Salvador encanta com praias exuberantes, cultura vibrante e hospitalidade inconfundível // Créditos: depositphotos.com / rmnunes

 

O maior carnaval de rua do mundo movimenta R$ 2,6 bilhões

O Carnaval de Salvador é reconhecido pelo Guinness World Records como a maior festa de rua do planeta. A edição de 2026, realizada entre 12 e 18 de fevereiro com o tema “O Samba Nasceu Aqui”, reuniu mais de 1,2 milhão de turistas e cerca de 700 atrações espalhadas pelos circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho), segundo a Prefeitura de Salvador.

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A festa movimentou R$ 2,6 bilhões na economia ao longo dos sete dias e gerou mais de 250 mil empregos diretos e indiretos. O trio elétrico, invenção dos baianos Dodô e Osmar em 1950, virou símbolo da folia. Entre os estrangeiros, 11,9% vieram principalmente da França, Alemanha, Argentina, Estados Unidos e Chile.

Capital baiana fascina com cultura afro-brasileira e praias exuberantes
Salvador une história, alegria e belezas naturais em um cenário que conquista brasileiros e turistas // Créditos: depositphotos.com / gustavomello162.hotmail.com

 

O que visitar na capital da Bahia além do Pelourinho?

Salvador tem mais de 50 km de orla e uma malha urbana que mistura igrejas barrocas, fortes do século XVII e praias de águas mornas. As atrações principais ficam concentradas em poucos quilômetros:

  • Igreja e Convento de São Francisco: interior revestido em talhas douradas, classificada como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.
  • Elevador Lacerda: liga a Cidade Alta à Cidade Baixa desde 1873 e oferece a melhor vista da Baía de Todos os Santos.
  • Farol da Barra: o primeiro farol do continente americano, construído no Forte de Santo Antônio, abriga o Museu Náutico da Bahia.
  • Mercado Modelo: prédio tombado pelo IPHAN com mais de 260 lojas de artesanato espalhadas em dois pavimentos.
  • Basílica do Senhor do Bonfim: santuário do padroeiro da Bahia, palco da tradicional Lavagem realizada todo mês de janeiro.
  • Dique do Tororó: lago urbano com oito esculturas monumentais de orixás flutuando sobre a água, obra do artista Tatti Moreno.

A culinária baiana é tão importante que o ofício de baiana do acarajé foi reconhecido pelo IPHAN em 2005 como Patrimônio Cultural do Brasil. Os pratos imperdíveis:

  • Acarajé: bolinho de feijão-fradinho frito em azeite de dendê, recheado com vatapá, caruru, camarão seco e salada.
  • Moqueca de peixe: ensopado com leite de coco e dendê, cozido em panela de barro e servido em casas tradicionais como o Sorriso da Dadá, no Pelourinho.
  • Abará: primo do acarajé, cozido no vapor em folha de bananeira em vez de frito.
  • Bobó de camarão: creme de mandioca com leite de coco e camarão, prato-marca da culinária do Recôncavo.
  • Caruru: combinação de quiabo, camarão seco e amendoim que aparece tanto nos almoços de família quanto nas oferendas de candomblé.

Quem busca um roteiro completo de 2 dias em SalvadorBahia, vai curtir esse vídeo do canal Andarilhas, onde Jéssica Lopes mostra passeios, onde comer e onde se hospedar na capital baiana:

 

Quando o clima favorece cada tipo de passeio?

O clima tropical garante mar quente o ano inteiro, com temperaturas raramente abaixo de 22°C. A escolha da época muda o tipo de programa:Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar conforme o ano.

Como chegar à Roma Negra das Américas?

Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães recebe voos diretos das principais capitais brasileiras e de cidades como Lisboa, Buenos Aires, Miami e Madri. Da maioria das capitais do Sudeste, o tempo médio de voo é de 2h30.

De carro, Salvador fica a 1.450 km de São Paulo pela BR-101 e a 1.530 km de Brasília pela BR-242. O Terminal Marítimo de Passageiros recebe ferries que cruzam a Baía de Todos os Santos rumo a Itaparica e Bom Despacho, ponto de partida para o litoral sul baiano.

Conheça a primeira capital do Brasil

Salvador entrega algo único no mundo, séculos de história colonial preservados a poucos minutos de praias de águas mornas e da maior festa de rua do planeta. Do Pelourinho ao pôr do sol da Barra, tudo cabe em poucos dias de caminhada.

Você precisa pisar no chão de pedra do Pelourinho, ouvir o tambor do Olodum e mergulhar na Baía de Todos os Santos para entender por que a Roma Negra das Américas continua sendo a alma do Brasil.

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