
A suspeita de surto ocorreu em um cruzeiro de expedição polar que partiu da Argentina há três semanas.
GENEBRA, 4 Mai (Reuters) – A Organização Mundial da Saúde disse nesta segunda-feira que não havia necessidade de pânico e que o risco para a população é baixo, depois que três pessoas morreram e três ficaram doentes após suspeita de surto de hantavírus transmitido por roedores em um navio de cruzeiro no Atlântico.
A Oceanwide Expeditions, sediada na Holanda, afirmou que estava ‘administrando uma situação médica grave’ em um navio de expedição polar, o MV Hondius, que estava ao largo de Cabo Verde, uma nação insular na costa ocidental da África.
O cruzeiro partiu da Argentina há cerca de três semanas com aproximadamente 150 passageiros e fez paradas na Antártida e em outros locais a caminho de Cabo Verde, de acordo com relatos da mídia.
‘O risco para o público em geral continua baixo. Não há necessidade de pânico ou restrições de viagem’, disse o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, em um comunicado.
Kluge afirmou que a OMS estava agindo com urgência para auxiliar a resposta ao surto e trabalhando com os países envolvidos para apoiar o atendimento médico, a retirada, as investigações e uma avaliação de risco à saúde pública.
‘As infecções por hantavírus são incomuns e geralmente estão ligadas à exposição a roedores infectados. Embora graves em alguns casos, não são facilmente transmitidas entre pessoas’, disse Kluge.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Holanda confirmou que dois passageiros holandeses morreram, mas não deu mais detalhes.
A OMS disse em um post no X que um dos passageiros doentes estava em tratamento intensivo na África do Sul. A Sky News informou que o passageiro é britânico, citando o Departamento de Saúde da África do Sul.
Testes de laboratório confirmaram o hantavírus em uma das seis pessoas, disse a organização.
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