
Vice-presidente destacou que mudança de governo na Venezuela pode fazer com que membros do bloco reavaliem participação da Venezuela após suspensão em 2017.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, na quarta-feira (22), que o retorno da Venezuela ao bloco econômico Mercosul deve ser discutido entre os países membros. O país está suspenso do grupo desde 2017, após ter violado a cláusula democrática do acordo de participação.
“A Venezuela está suspensa do Mercosul, mas à medida que vive outro momento agora, isso será rediscutido”, afirmou em entrevista coletiva em Brasília.
A declaração ocorre após a Venezuela adotar um novo governo após intervenção dos Estados Unidos, que prendeu o ex-presidente Nicolás Maduro e deu lugar à presidente interina Delcy Rodríguez. Desde então, a nova líder tem assumido uma posição mais conciliadora, buscando retomar laços com instituições ocidentais e parceiros estratégicos.
Em 16 de abril, o Fundo Monetário Internacional afirmou que retomou suas relações com a Venezuela, suspensas há mais de seis anos devido a problemas de reconhecimento do governo de Maduro.
A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse que o fundo está em interlocução com o governo de Delcy, o que também tem levado investidores a voltarem a adquirir títulos da Venezuela na expectativa de que a mudança de governo viabilize uma reestruturação da dívida interna, processo que tem sido sustentado por um novo programa do FMI.
Se concretizado, o retorno da Venezuela ao Mercosul ocorrerá no mesmo momento em que o bloco finaliza os últimos passos do acordo econômico com a União Europeia, que, se concretizado, formalizará a maior região de livre comércio do mundo.
A expectativa é que o acordo entre blocos entre em aplicação provisória a partir de 1º de maio deste ano. A medida tem sido celebrada por Alckmin, que classifica o acordo entre blocos como uma situação “ganha-ganha”.
“É um ganha-ganha. Ganha a sociedade quando você abre mercados, reduz tarifas e estimula a competitividade. É o maior acordo comercial entre blocos do mundo. Estamos falando de um mercado de US$ 22 trilhões, e a ida do presidente Lula à Europa é exatamente para isso. Para, lá na Feira de Hannover, destacar também os nossos biocombustíveis”, disse o vice-presidente na segunda-feira (20).
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