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Em um mês de produção, unidade fabril instalada no Presídio Estadual de Jaguarão entrega quase 5 mil fraldas e absorventes

A recém-reativada fábrica de fraldas e absorventes do Presídio Estadual de Jaguarão (Pejag) já apresenta resultados concretos. Por meio de termo de...

23/04/2026 às 17h23
Por: Redação Fonte: Secom RS
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Retomada na segunda quinzena de março, a atividade opera com mão de obra prisional remunerada -Foto: Divulgação Polícia Penal
Retomada na segunda quinzena de março, a atividade opera com mão de obra prisional remunerada -Foto: Divulgação Polícia Penal

A recém-reativada fábrica de fraldas e absorventes do Presídio Estadual de Jaguarão (Pejag) já apresenta resultados concretos. Por meio de termo de cooperação firmado entre a Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), a Polícia Penal e o município de Jaguarão, a unidade produtiva entregou, recentemente, quase 5 mil itens, ampliando o fornecimento de produtos de higiene às farmácias públicas municipais.

A iniciativa agrega o abastecimento integral da rede pública local, com produção voltada à fabricação de fraldas geriátricas, infantis e absorventes. A média diária da produção alcança cerca de 200 fraldas e 150 absorventes.

Retomada na segunda quinzena de março, a atividade opera com mão de obra prisional remunerada. Com os contratos formalizados, as pessoas privadas de liberdade do regime fechado cumprem jornada de oito horas diárias e recebem remuneração equivalente a 75% do salário-mínimo nacional, conforme a legislação vigente.

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Produção alcança a média diária aproximada de 200 fraldas e 150 absorventes -Foto: Divulgação Polícia Penal
Produção alcança a média diária aproximada de 200 fraldas e 150 absorventes -Foto: Divulgação Polícia Penal

De acordo com a administração do Pejag, o desempenho produtivo está diretamente relacionado ao aproveitamento integral da matéria-prima. Os absorventes são confeccionados a partir dos retalhos remanescentes da produção de fraldas, estratégia que otimiza recursos e reduz desperdícios.

O titular da SSPS, Cesar Kurtz, destaca o alcance social da iniciativa. “A reativação desta fábrica demonstra, de forma concreta, que o sistema penal pode e deve cumprir sua função social para além da custódia. Ao promover trabalho remunerado e qualificação profissional aos apenados, fortalecemos o processo de ressocialização e, simultaneamente, atendemos a uma demanda essencial da comunidade. Trata-se de uma política pública que alia responsabilidade social, eficiência administrativa e dignidade humana, gerando impacto direto na saúde pública do município e reafirmando o compromisso do Estado com a reintegração social.”

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Infraestrutura aprimorada

Instalada em sala com mais de 20 metros quadrados, a linha de produção conta com tecnologia de ponta, incluindo sistema automatizado de recorte, dobra e aplicação de adesivos, conferindo maior eficiência e padronização ao processo de confecção.

O setor técnico do presídio informou que, desde setembro de 2025, a fábrica foi transferida para novo espaço, mais amplo e arejado, dotado de sanitários e infraestrutura aprimorada. À época, além da realocação física, houve capacitação específica para o manuseio dos equipamentos e visita técnica para aprovação do ambiente e compra dos insumos.

Impactos na rede de saúde municipal

O delegado da 5ª Delegacia Regional da Polícia Penal, Eduardo Vieira, enfatizou o impacto direto da iniciativa na rede pública de saúde. “Ao assegurar o fornecimento regular de fraldas e absorventes à rede municipal, contribuímos de maneira efetiva para a continuidade do atendimento a públicos vulneráveis, especialmente idosos, crianças e pessoas em situação de enfermidade. Essa parceria fortalece a política de assistência farmacêutica do município e reduz riscos de desabastecimento, garantindo dignidade aos usuários do sistema de saúde”, reiterou.

Texto: Andréia Moreno/Ascom Polícia Penal
Edição: Secom

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