
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) contratou R$ 390 milhões em financiamentos a clientes com projetos no Paraná no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa crescimento real de 85% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume havia sido de R$ 211 milhões, em valores atualizados pelo IPCA. Entre janeiro e março, o banco atendeu 2.669 clientes no Estado.
O desempenho confirma um início de ano mais forte para a operação paranaense do banco. No trimestre, o BRDE somou R$ 1,304 bilhão em contratações nos estados onde atua, alta real de 62% sobre igual intervalo de 2025, com 7.942 clientes atendidos. Santa Catarina registrou R$ 529 milhões em contratações e o Rio Grande do Sul R$ 329 milhões. Outros R$ 57 milhões foram para projetos no Mato Grosso do Sul, onde o BRDE também atua por meio da agência paranaense.
Os números do Relatório de Desempenho Operacional do banco indicam demanda por crédito espalhada por diferentes territórios e perfis de clientes. Ao fim de março, a carteira ativa do BRDE alcançava R$ 7,58 bilhões em projetos no Paraná, distribuídos entre 14.264 clientes ativos. Curitiba liderava o ranking dos municípios paranaenses por saldo de carteira, com R$ 518,5 milhões, seguida por Cascavel, Guarapuava, Londrina e Palotina.
Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o resultado paranaense ajuda a mostrar como o crédito de desenvolvimento ganha tração quando encontra setores produtivos dispostos a investir mesmo em um ambiente econômico mais complexo. “O que os números do Paraná revelam é uma economia que continua se movimentando, buscando modernização, escala e produtividade, mesmo no cenário de incerteza sobre a política monetária do país”, afirma.
No recorte territorial, o relatório evidencia a força do Interior na composição da carteira paranaense do banco. A região Oeste detém 41,1% da carteira do BRDE no Estado. A Região de Curitiba responde por 16,3%, seguida pelas regiões de Maringá e Londrina, com 13,3% e 12,9%, respectivamente.
Na avaliação do superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o resultado estadual reflete a diversidade da economia paranaense e um trabalho mais próximo dos tomadores de crédito. “A agência do BRDE no Paraná busca, no atendimento a empreendedores do próprio estado e do Mato Grosso do Sul, chegar aos R$ 2,3 bilhões em contratações neste ano de 2026, mesmo com as dificuldades ainda presentes na taxa de juros da economia brasileira”, diz.
FUNDINGS– No conjunto do banco, o avanço das contratações veio acompanhado por uma base de funding mais diversificada. O Sistema BNDES permaneceu como principal fonte no trimestre, com R$ 785 milhões em contratações, mas cresceram também os recursos próprios e a captação a mercado, que passaram de R$ 80 milhões para R$ 296 milhões, além de linhas como Finep, que subiu de R$ 35 milhões para R$ 86 milhões, e AFD, de R$ 34 milhões para R$ 39 milhões.
Para 2026, a projeção do banco aponta uma composição menos concentrada das fontes de recursos, com maior flexibilidade para atender demandas distintas de investimento.
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