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Nas profundezas das Bermudas, eles encontraram algo diferente de tudo o que já existiu na Terra

Nas profundezas das Bermudas, eles encontraram algo diferente de tudo o que já existiu na Terra

16/04/2026 às 20h15
Por: Redação Fonte: Agência Revista Oeste
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Nas profundezas das Bermudas, eles encontraram algo diferente de tudo o que já existiu na Terra

Nas profundezas das Bermudas, eles encontraram algo diferente de tudo o que já existiu na Terra.

 

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formação geológica de Bermudas intriga cientistas porque o arquipélago está sobre uma área do Atlântico onde o fundo do mar permanece anormalmente elevado mesmo sem vulcanismo recente, o que levou à descoberta de uma terceira camada de rochas menos densas sob a crosta oceânica que funciona como uma espécie de boia geológica e ajuda a explicar por que essa região se mantém tão alta em relação ao entorno.

O que é a formação geológica de Bermudas e por que ela é especial?

estudo da origem geológica de Bermudas ganhou novo fôlego com pesquisas recentes que apontam para uma estrutura escondida sob o fundo do Atlântico. Longe das histórias sobre o Triângulo das Bermudas, cientistas têm voltado a atenção para o que acontece dezenas de quilômetros abaixo da superfície do arquipélago.

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Essa estrutura colossal, identificada por meio de tecnologias sísmicas de ponta, revela uma camada de rocha com 20 km de espessura que funciona como uma verdadeira ‘jangada geológica’. Para entender os detalhes dessa descoberta e como ela reescreve o que sabemos sobre a formação de ilhas oceânicas, confira a explicação completa do canal @CuriosidadescomVDZ no vídeo abaixo.

 

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Como a formação geológica de Bermudas explica o relevo elevado do Atlântico?

formação geológica de Bermudas explica a estrutura do arquipélago e do relevo subaquático local. As ilhas estão posicionadas sobre uma proeminente elevação oceânica, mantendo o fundo do mar em um nível centenas de metros superior ao do entorno.

Em muitos arquipélagos vulcânicos, como o Havaí, essa elevação se explica por plumas do manto que levam rochas quentes para perto da superfície. No caso de Bermudas, o último vulcão conhecido entrou em erupção há cerca de 31 milhões de anos, mas a elevação permaneceu, indicando que a intrusão de magma antiga empurrou rochas do manto para dentro da crosta, criando um corpo de baixa densidade capaz de sustentar o relevo oceânico por muito tempo.

O que torna a estrutura profunda sob Bermudas tão diferente de outras ilhas oceânicas?

Para entender melhor essa estrutura profunda sob Bermudas, sismólogos analisaram registros de grandes terremotos ao redor do mundo, captados por estações instaladas nas ilhas. As ondas sísmicas mudam de velocidade e direção quando atravessam materiais distintos, revelando um pacote espesso de rochas menos densas a cerca de 50 km de profundidade.

Antes de detalhar essas diferenças, vale destacar alguns pontos que mostram por que Bermudas foge do padrão de outros arquipélagos oceânicos.

  • Terceira camada de cerca de 20 km de espessura logo abaixo da crosta oceânica
  • Rochas de baixa densidade formando uma unidade geológica incomum dentro da placa
  • Lavas antigas com baixos teores de sílica e rochas ricas em carbono
  • Assinatura geoquímica ligada a reservatórios mantélicos profundos e antigos

 

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Como a ciência investiga o interior da Terra em regiões como Bermudas?

A investigação da origem geológica de Bermudas depende de métodos indiretos, já que não é possível perfurar até dezenas de quilômetros de profundidade. A ciência utiliza ferramentas que permitem enxergar o subsolo a partir da superfície, integrando diferentes áreas de estudo.

Essas técnicas se complementam e ajudam a reforçar a ideia da boia geológica. Primeiro é importante entender quais são os principais métodos usados pelos pesquisadores para mapear essa região.

  • Sismologia para analisar ondas geradas por grandes terremotos e detectar mudanças de densidade
  • Geoquímica para estudar a composição química e isotópica das rochas vulcânicas
  • Geofísica marinha para medir gravidade, magnetismo e espessura da crosta oceânica
Nas profundezas das Bermudas, eles encontraram algo diferente de tudo o que já existiu na Terra
Métodos científicos indiretos investigam e mapeiam a origem geológica de Bermudas.

 

Por que a boia geológica de Bermudas é importante para entender a Terra?

As análises sísmicas recentes indicam que essa terceira camada de baixa densidade corresponde a uma unidade adicional de rocha com aproximadamente 20 km de espessura, posicionada logo abaixo da crosta oceânica. Ao medir como as ondas desaceleram e se desviam nessa região, os pesquisadores estimaram a espessura e a extensão lateral dessa estrutura, esclarecendo o papel dessa base rochosa extra na sustentação de Bermudas acima do nível médio do Atlântico.

A composição das lavas mais antigas, ricas em carbono e com assinatura compatível com fontes mantélicas profundas, reforça a conexão com processos que ocorreram muito abaixo da crosta atual. Em geologia marinha, o termo elevação oceânica descreve esse tipo de área mais alta que as regiões adjacentes, resultado de intrusões de magma em profundidade que se solidificam como verdadeiras boias internas, ajudando a manter o relevo elevado ao longo de dezenas de milhões de anos e oferecendo pistas valiosas sobre a dinâmica interna do planeta.

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