
Operação secreta de várias semanas monitorou três submarinos russos perto de infraestrutura submarina britânica; Londres promete “consequências graves” em caso de sabotagem.
Militares do Reino Unido e da Noruega lideraram uma operação de várias semanas para dissuadir submarinos russos suspeitos de “atividade maligna” no Atlântico Norte, informou o Exército do Reino Unido nesta quinta-feira (9).
O secretário de Defesa britânico, John Healey, disse que uma fragata, aeronaves e centenas de militares monitoraram um submarino de ataque russo e dois submarinos de espionagem perto de infraestrutura submarina ao norte do Reino Unido. Segundo ele, as embarcações russas acabaram se retirando após a operação, que durou mais de um mês.
Healey afirmou que sua mensagem à Rússia foi: “Nós vemos sua atividade sobre nossos cabos e nossos dutos, e vocês devem saber que qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada e terá consequências graves.”
Representantes dos ministérios noruegueses da Defesa e das Relações Exteriores, assim como das Forças Armadas, não responderam imediatamente a pedidos de comentário.
Autoridades britânicas têm tentado manter a Rússia em evidência no noticiário internacional mesmo com a atenção do mundo voltada para o conflito no Oriente Médio. Elas também destacaram a sobreposição entre os conflitos na região e na Ucrânia, dizendo que a Rússia forneceu ao Irã peças para drones e outro tipo de apoio.
Healey disse em entrevista coletiva que “Putin gostaria que nos distraíssemos com o Oriente Médio”, mas que a Rússia é a principal ameaça ao Reino Unido e a seus aliados.
“Não vamos tirar os olhos de Putin”, afirmou.
No fim de março, o Reino Unido disse que suas Forças Armadas estavam prontas para apreender navios suspeitos de fazer parte da “frota fantasma” da Rússia – embarcações que transportam petróleo em violação a sanções internacionais impostas por causa da guerra de Moscou na Ucrânia. Antes disso, o país apenas ajudava França e Estados Unidos a monitorar os navios antes que fossem abordados.
“Estamos prontos para agir” contra essas embarcações, disse Healey.
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