
A entrega da nova sede do Instituto Igarapé Nhamundá, em Oriximiná, no oeste paraense, representa um novo avanço nas ações de conservação do peixe-boi da Amazônia e no fortalecimento das comunidades que atuam diretamente na proteção da biodiversidade na região. A estrutura foi viabilizada a partir da articulação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) com a Alcoa, por meio do programa Regulariza Pará, fortalecendo a atuação do projeto SOS Peixe-Boi da Amazônia no território.
Durante a programação, também foram destacados outros investimentos voltados à preservação ambiental, entre eles a entrega da base flutuante de aclimatação dos animais resgatados e a produção de materiais educativos de conscientização ambiental desenvolvidos em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. Ao todo, os investimentos realizados pela Alcoa ultrapassam R$ 860 mil, a maior parte destinada ao Projeto SOS Peixe Boi Amazônia, consolidando uma rede de apoio à conservação que reúne poder público, iniciativa privada, instituições de pesquisa e comunidades locais.
Para o secretário adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, Rodolpho Zahluth Bastos, a entrega representa o fortalecimento de uma política pública que alia conservação ambiental, apoio comunitário e presença institucional nos territórios.
“O Instituto Igarapé Nhamundá cumpre um papel estratégico para a conservação da fauna amazônica e para o fortalecimento das comunidades da região. Apoiar essa estrutura é fortalecer também o projeto SOS Peixe-Boi da Amazônia, que tem grande relevância socioambiental, e reconhecer que a proteção da biodiversidade passa pelo envolvimento direto de quem vive no território. Os pescadores, por exemplo, são os maiores guardiões dos rios, da floresta e da fauna, e os Acordos de Pesca têm mostrado como esse protagonismo comunitário é essencial para preservar e usar os recursos naturais de forma sustentável”, destacou.
A agenda ganhou ainda mais relevância com a publicação, no Diário Oficial do Estado de terça-feira (7), do Acordo de Cooperação nº 001/2026, firmado entre a Semas e o Instituto Igarapé Nhamundá. Com vigência de quatro anos, o instrumento formaliza a cooperação entre as partes para o acompanhamento de ações de apoio infraestrutural, consolidação de parcerias voltadas ao fortalecimento e à conservação da fauna silvestre, especialmente em temas relacionados aos peixes-boi, além do desenvolvimento de projetos e atividades de proteção da biodiversidade, uso sustentável dos recursos naturais e ampliação do acesso às políticas públicas desenvolvidas no âmbito do programa Regulariza Pará.
Conservação com base territorial -A presidente do Instituto Igarapé Nhamundá, Maria Cristina do Socorro da Costa Andrade, ressaltou que a nova sede representa uma conquista coletiva e um reforço concreto ao trabalho desenvolvido na região.
“Recebemos essa entrega com muita gratidão, porque ela vai beneficiar toda a comunidade e fortalecer ainda mais o nosso trabalho em defesa do peixe-boi e da biodiversidade da região. Somos muito agradecidos à Semas e ao secretário Rodolpho por toda a articulação que tornou possível transformar esse sonho em realidade. Essa parceria nos dá mais estrutura, mais dignidade para trabalhar e mais condições de ampliar as ações junto às famílias e aos voluntários que caminham conosco”, afirmou.
Na avaliação do médico-veterinário do Museu Paraense Emílio Goeldi e apoiador do Instituto Igarapé Nhamundá, Messias Costa, a iniciativa também contribui para ampliar a consciência ambiental nas comunidades.
“Quando se investe em conservação, educação ambiental e no envolvimento das comunidades, o resultado vai muito além do resgate de uma espécie. Estamos formando uma cultura de cuidado com a natureza, mostrando às crianças, aos jovens e às famílias que preservar é também garantir futuro, qualidade de vida e sustentabilidade para todos. O peixe-boi é um símbolo desse compromisso, mas a mensagem é mais ampla: proteger a fauna e os rios é proteger a própria Amazônia”, disse.
A nova estrutura entregue ao Instituto fortalece a base operacional das equipes e dos voluntários que atuam na região, oferecendo melhores condições para o atendimento, o manejo e o desenvolvimento de ações educativas. Já a base flutuante de aclimatação, também já entregue, amplia as condições de adaptação dos animais resgatados em ambiente mais próximo ao habitat natural, etapa fundamental para aumentar as chances de reintrodução segura à natureza.
“Ao investir em infraestrutura para proteção da biodiversidade e apoiar as comunidades com iniciativas de conscientização ambiental, estamos contribuindo para soluções concretas para a conservação da Amazônia. Nosso compromisso é atuar de forma integrada, gerando impacto positivo para o meio ambiente e para as pessoas”, afirma Lucila Ribeiro, diretora de Relações Governamentais e Comunicação da Alcoa no Brasil.
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