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Lula diz que atua para ‘guerra irresponsável do Irã’ não afetar população

Lula diz que atua para ‘guerra irresponsável do Irã’ não afetar população

02/04/2026 às 14h23
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Lula diz que atua para ‘guerra irresponsável do Irã’ não afetar população

Lula diz que atua para ‘guerra irresponsável do Irã’ não afetar população.

 

Em entrevista, presidente afirmou que 'o preço do gás não vai subir'; ele também disse que a PEC da Segurança vai permitir a criação de um ministério de combate ao crime organizado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o governo está “fazendo tudo possível para que a guerra irresponsável do Irã não chegue ao povo”, ao comentar os impactos do conflito internacional em entrevista à TV Record, da Bahia.

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— Agora, a guerra continua. O Trump disse que ia acabar num dia, mas não acabou. Estamos fazendo tudo possível para que a guerra irresponsável do Irã não chegue ao povo. Não vamos permitir que chegue no bolso do caminhoneiro e da dona de casa. O preço do gás não vai subir — disse.

Na entrevista, Lula também voltou a defender mudanças na área de segurança pública e afirmou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão no Congresso pode ampliar o papel da União no combate ao crime organizado.

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— O papel do governo federal na segurança pública é muito restrito, basicamente repassar dinheiro, e é pouco diante da necessidade dos estados. Quando a PEC for aprovada, a gente vai saber qual é o papel da União, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e o que precisa ser feito — afirmou.

Segundo o presidente, o país vive um cenário de escalada do crime organizado e precisa de uma atuação mais direta e coordenada do governo federal.

— Nós estamos numa guerra contra o crime organizado. A gente não pode esperar. É preciso ter uma ação mais efetiva, mais coordenada, para chegar nessas organizações — declarou.

A proposta é vista no Planalto como instrumento para reorganizar competências entre União, estados e municípios e ampliar a atuação das forças federais. O texto aprovado pela Câmara reforça o papel da Polícia Federal em investigações de alcance interestadual ou internacional e prevê maior integração entre os entes federativos.

A fala ocorre em meio a uma estratégia do governo de reforçar sua agenda na área de segurança, tema que ganhou centralidade no discurso do Planalto. Nos bastidores, auxiliares avaliam que a iniciativa busca responder à pressão da oposição e consolidar uma marca de enfrentamento ao crime organizado com potencial de repercussão eleitoral.

Esse movimento inclui também a tentativa de ampliar a cooperação internacional em casos envolvendo investigados que vivem fora do país. Ao relatar uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula afirmou ter solicitado apoio para a captura de suspeitos.

— Nós queremos essa pessoa no Brasil. É para combater o crime organizado? Então nos entregue os nossos bandidos.

Entre os casos citados está o do empresário Ricardo Magro, controlador do grupo Refit, que vive em Miami e é alvo de investigações da Polícia Federal sob suspeita de sonegação bilionária.

— Essa pessoa mora em Miami. Nós mandamos para o presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele. E nós queremos essa pessoa no Brasil.

Dentro do governo, o caso é tratado como exemplo da atuação contra crimes de grande escala e passou a integrar o discurso político como demonstração de que as ações não se limitam a delitos de menor potencial ofensivo, mas alcançam estruturas empresariais complexas.

Além da cooperação internacional, a estratégia do Planalto inclui o avanço de propostas legislativas consideradas estruturantes na área de segurança.

A PEC ainda precisa ser analisada pelo Senado antes de ser promulgada e está parada desde que chegou à Casa, sem despacho para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob responsabilidade do presidente Davi Alcolumbre, em meio ao desgaste na relação com o governo.

Nesta quinta-feira, Lula cumpre agenda em Salvador, com foco em obras de mobilidade urbana e habitação financiadas pelo Novo PAC. Pela manhã, o presidente visita as obras do VLT na região da Calçada, onde será assinada ordem de serviço para intervenções na linha 1 do metrô, com investimento de R$ 1,52 bilhão. Também estão previstas entregas de obras de contenção de encostas em áreas da capital baiana. A agenda inclui ainda a participação do governador Jerônimo Rodrigues e do ministro da Casa Civil, Rui Costa.

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