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Robô que trabalha como “100 pedreiros” constrói casas mesmo? Veja o que ele faz.

Robô que trabalha como “100 pedreiros” constrói casas mesmo? Veja o que ele faz.

21/03/2026 às 08h52
Por: Redação Fonte: Agência Infomoney
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Robô que trabalha como “100 pedreiros” constrói casas mesmo? Veja o que ele faz.

Robô que trabalha como “100 pedreiros” constrói casas mesmo? Veja o que ele faz.

 

Com tecnologia 3D, o "robô aranha" promete reduzir custos e acelerar o processo de construção.

Juntar dinheiro, fazer o projeto, encontrar o terreno, negociar material… quem já construiu uma casa conhece bem este caminho. Depois de tudo isso pronto, chega a hora de encarar uma das etapas mais longas e imprevisíveis da jornada: a obra. 

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É justamente neste ponto que a automação surge como a grande esperança de economizar tempo e dinheiro. Nos últimos tempos, o robô aranha “Charlotte” voltou a ganhar destaque ao prometer erguer estruturas com velocidade equivalente ao trabalho de até 100 pedreiros.

Desenvolvido pela Crest Robotics, em parceria com a Earthbuilt Technology, o sistema utiliza a tecnologia para automatizar o levantamento de paredes, uma das etapas mais intensivas da construção.

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Como funciona o robô Charlotte? 

Basicamente, o Charlotte funciona como uma estrutura robótica de seis pernas, capaz de se movimentar pelo terreno da obra sem depender de andaimes ou bases fixas. Esse conjunto se desloca de forma autônoma, seguindo um projeto digital previamente definido.

O mecanismo lembra uma impressora 3D em escala gigante. Na prática, o robô deposita material em camadas contínuas, formando as paredes diretamente no local da construção.

Em outras palavras:

  • o projeto da casa é convertido em um modelo digital com detalhes;
  • o sistema calcula onde o robô Charlotte deve atuar em cada etapa;
  • o equipamento extrude o material e o deposita camada por camada, criando a estrutura da parede.

Esse movimento se repete centenas de vezes, sem pausa, com alto nível de precisão.

Outro ponto importante é o material utilizado. Em vez da argamassa tradicional (mistura de cimento, areia e água), o sistema pode trabalhar com combinações de materiais locais e reciclados, como areia, terra, vidro reciclado e entulho triturado. 

A proposta é reduzir o uso de insumos industriais e diminuir o impacto ambiental da obra. Isso muda bastante a dinâmica da construção, pois:

  • elimina etapas intermediárias;
  • reduz desperdício de material; e
  • diminui a necessidade de transporte de insumos.

Ou seja, é a combinação de operação contínua, precisão e uso de materiais adaptáveis que permite ao robô Charlotte avançar rapidamente na obra. Em demonstrações, ele consegue levantar a estrutura de paredes de uma casa em poucas horas.

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