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Startup incubada no Tecpar desenvolve solução para tratamento de feridas complexas

Chamada BST22,a tecnologia da startup M2D1 visa auxiliar no tratamento e monitoramento de lesões complexas infectadas por biofilmes, um dos princi...

Redação
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
01/07/2026 às 21h07
Startup incubada no Tecpar desenvolve solução para tratamento de feridas complexas
Foto: Tecpar

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está apoiando um projeto inovador que busca melhorar a qualidade de vida de pacientes que realizam tratamento de feridas complexas. A proposta é da M2D1, startup de base científica que atua no desenvolvimento de tecnologias voltadas à biossegurança, segurança dos alimentos e saúde.

A tecnologia, chamada BST22, visa auxiliar no tratamento e monitoramento de lesões complexas infectadas por biofilmes, um dos principais desafios clínicos relacionados à cicatrização. O biofilme é uma película protetora formada por uma comunidade de microrganismos, como bactérias e fungos, que se agrupa e adere sobre uma lesão. Presente na grande maioria das feridas crônicas, é a principal causa de resistência a tratamentos com antibióticos e antimicrobianos, e do atraso na cicatrização.

O CEO e fundador da empresa, André Martins Tozello, explica que o conceito do BST22 se baseia na utilização de uma luz especial para auxiliar no tratamento deste tipo de lesão. Segundo ele, assim como a exposição controlada ao sol pode trazer benefícios ao organismo, determinadas faixas de luz podem interagir de maneira positiva com ambientes biológicos.

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“Estamos estudando como utilizar essa luz para auxiliar no controle de microrganismos presentes em feridas infectadas e criar condições mais favoráveis para a recuperação do paciente. Esta solução tem potencial para reduzir internações prolongadas, complicações clínicas, amputações e a utilização excessiva de antimicrobianos, especialmente em pacientes com diabetes, doenças vasculares e outras condições que comprometem o processo de cicatrização”, diz o empresário.

O projeto ainda prevê recursos digitais e inteligência artificial para apoiar o monitoramento das feridas ao longo do tratamento. Dessa forma, profissionais de saúde poderão acompanhar a evolução do ferimento por meio de imagens, dados clínicos e ferramentas de inteligência artificial.

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O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, destaca que, por meio da atuação da incubadora tecnológica, o Paraná tem estimulado empresas e empreendedores que precisam transformar pesquisas e ideias inovadoras em negócios sólidos. “Com a visão de promover a inovação e contribuir para melhorar o ambiente competitivo das empresas, o Tecpar compartilha sua infraestrutura e know-how científico, tecnológico e operacional para apoiar projetos promissores, em especial aqueles que têm a tecnologia como base do desenvolvimento de seus processos e produtos”, ressalta ele.

BIOSSEGURANÇA NO AGRONEGÓCIO– Selecionada no atual edital de incubação da Intec, a M2D1 também desenvolve um segundo projeto com o apoio Tecpar: a tecnologia FS22, voltada ao agronegócio e à indústria de alimentos.

De acordo com André Tozello, a proposta visa aumentar a biossegurança e a qualidade dos alimentos ao longo da cadeia produtiva. O objetivo é ajudar produtores e empresas a reduzir contaminações que podem comprometer os alimentos durante etapas como armazenamento, transporte e processamento. Além de gerar impactos econômicos expressivos, esses problemas podem afetar a competitividade das empresas ao longo de toda a cadeia agroalimentar.

“Imagine uma cooperativa armazenando milhares de toneladas de grãos após a colheita. Durante o armazenamento, podem ocorrer contaminações microbiológicas que afetam a qualidade do produto, aumentam perdas e reduzem seu valor comercial. O FS22 está sendo desenvolvido para ajudar a reduzir esses riscos microbiológicos, aumentar a biossegurança dos processos, preservar a qualidade dos alimentos e reduzir perdas pós-colheita”, ressalta.

Do ponto de vista ambiental, a solução tem potencial para reduzir a dependência de agentes químicos, otimizar o uso de recursos e promover processos mais sustentáveis, alinhando inovação tecnológica, produtividade e responsabilidade ambiental. Isso contribui para sistemas alimentares mais seguros, eficientes e sustentáveis, gerando benefícios econômicos para produtores, indústrias e consumidores.

APOIO TECNOLÓGICO– O empresário conta que a ideia dos projetos surgiu a partir da identificação de problemas recorrentes relacionados à contaminação microbiológica em diferentes cadeias produtivas e ambientes críticos. Motivado pela trajetória reconhecida da Intec no apoio à transformação de pesquisa em inovação de mercado, ele inscreveu suas propostas no edital da incubadora.

“O apoio do Tecpar representa um importante diferencial para uma empresa de base científica como a M2D1. O principal objetivo desta parceria é fortalecer o processo de maturação tecnológica das soluções em desenvolvimento, ampliar a rede de colaboração e acelerar o caminho entre pesquisa, validação e mercado, contribuindo para a industrialização e futura adoção em larga escala”, pontua.

Ele enfatiza que além da infraestrutura e do ambiente de inovação, o Tecpar reúne competências técnicas, científicas, regulatórias e de mercado que contribuem para reduzir riscos tecnológicos, acelerar o desenvolvimento das soluções e ampliar as possibilidades de validação em condições reais de aplicação.

“Acreditamos que o Paraná possui potencial para se consolidar como uma referência nacional e internacional em áreas estratégicas como saúde, biotecnologia, biossegurança, inteligência artificial e sustentabilidade. A experiência junto ao ecossistema paranaense reforça nossa convicção de que a inovação acontece de forma mais efetiva quando empresas, institutos de pesquisa, universidades e governo atuam de maneira integrada”, afirma.

EDITAL ABERTO– A Intec segue com edital aberto para novos ingressos de empresas ou startups no seu programa de incubação. O objetivo é selecionar empresas de base tecnológica que tenham propostas de produtos, serviços ou modelos de negócio inovadores. Para se candidatar a uma vaga, os participantes precisam demonstrar inovação em seu projeto, conforme critérios que serão avaliados por uma banca examinadora. O edital pode ser consultado AQUI .

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