PF debateu pedido de prisão, mas recuou
A Polícia Federal chegou a discutir, internamente, a possibilidade de solicitar a Mendonça a prisão de Lulinha. O argumento seria a transferência de residência do empresário para a Espanha, interpretada por parte da corporação como fator de risco para a investigação. A decisão não avançou.
A PF optou por encaminhar ao STF apenas pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário. Segundo a defesa, os dados obtidos não apontam envolvimento de Luís Fábio no esquema investigado.
O nome do filho do presidente surgiu nas investigações por conta de sua ligação com Antônio Camilo Antunes, identificado pela imprensa como o “Careca do INSS”. Os dois viajaram juntos a Portugal — viagem que, segundo o advogado, tinha como propósito conhecer um projeto de canabidiol medicinal e já foi explicada às autoridades.
Lulinha na Espanha
A defesa também esclareceu o contexto da mudança de Lulinha para a Europa. Segundo Carvalho, o empresário já planejava se instalar na Espanha desde 2024, antes de seu nome aparecer associado às investigações do INSS. A transferência de residência, portanto, não teria relação com o andamento do inquérito.
“Fábio Luís já explicou os fatos todos. A quebra de seu sigilo bancário provou que não há qualquer envolvimento dele com o escândalo do INSS. A viagem que fez para Portugal também já foi explicada”, afirmou o advogado.
