
As exportações do Paraná somaram US$ 2,24 bilhões em abril de 2026, um crescimento de 7,74% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o Estado registrou US$ 2,08 bilhões em vendas ao mercado internacional. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Além do avanço na comparação anual, abril marcou o quarto mês consecutivo de crescimento das exportações paranaenses em 2026. Em janeiro, as vendas externas totalizaram US$ 1,41 bilhão, passando para US$ 1,8 bilhão em fevereiro e US$ 2,1 bilhões em março, até alcançar o patamar de US$ 2,24 bilhões em abril.
O desempenho positivo de abril foi puxado principalmente pelo aumento das exportações de soja em grão, óleo e farelo de soja, além das máquinas de terraplanagem e perfuração, segmentos que tiveram forte expansão no comparativo anual.
As vendas externas de soja em grão cresceram 14,41%, passando de US$ 478 milhões em abril de 2025 para US$ 547 milhões no mesmo mês deste ano. Já o farelo de soja registrou alta de 39,91%, saltando de US$ 97 milhões para US$ 136 milhões.
O maior avanço proporcional entre os principais produtos exportados foi observado no óleo de soja, cuja comercialização internacional praticamente dobrou em um ano. O volume financeiro passou de US$ 52 milhões para US$ 101 milhões, o que representa um aumento de 94,8%.
As exportações de máquinas de terraplanagem e perfuração também apresentaram crescimento expressivo, de 69,3%, com expansão de US$ 44 milhões para US$ 74 milhões.
No acumulado do primeiro quadrimestre, as exportações do Estado somaram US$ 7,54 bilhões, o sexto maior volume do País e o maior da região Sul.
MERCADOS CONSUMIDORES– Entre os principais destinos das mercadorias paranaenses, Índia, China e Colômbia tiveram papel relevante no crescimento das exportações estaduais em abril.
As vendas para a Índia avançaram 75,92% entre abril de 2025 e 2026, passando de US$ 57 milhões para US$ 100 milhões. Para a China, principal parceiro comercial do Paraná, o crescimento foi de 6,17%, com elevação de US$ 559 milhões para US$ 593 milhões. Já as exportações para a Colômbia mais que dobraram no período, com alta de 110,29%, saindo de US$ 30 milhões para US$ 63 milhões.
No acumulado do ano, a China segue como principal compradora de produtos paranaenses, concentrando 23,8% das exportações estaduais. Na sequência aparecem Argentina (5,3%), Estados Unidos (3,7%), Índia (3,6%) e México (3,5%).
Entre os países que mais ampliaram as compras de produtos paranaenses nos quatro primeiros meses de 2026, destaque para a Índia, cujas importações cresceram 60,8%, passando de US$ 169,1 milhões para US$ 272 milhões. O Japão apresentou expansão ainda maior, de 115,3%, com aumento de US$ 92,7 milhões para US$ 199,7 milhões.
O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou que o resultado foi alcançado mesmo diante das instabilidades no cenário internacional. “Apesar da interrupção de alguns fluxos comerciais devido a disputas bélicas e geopolíticas, os exportadores paranaenses conseguiram ampliar seus negócios por meio de mercados e rotas alternativas”, afirmou.
INDUSTRIALIZAÇÃO– O avanço das exportações de derivados da soja acompanha o ciclo de expansão da agroindústria paranaense, impulsionado por novos investimentos em processamento e industrialização do grão no Estado.
Em março deste ano, o governador Carlos Massa Ratinho Junior participou, em Pato Branco, da inauguração da nova indústria de óleo e farelo de soja da Cooperativa Tradição . O complexo recebeu investimento de R$ 770 milhões e tem capacidade para processar até 3 mil toneladas de soja por dia, fortalecendo a agregação de valor à produção regional e reduzindo a dependência da exportação de grãos in natura.
No mesmo mês, o Grupo Potencial inaugurou uma nova esmagadora de soja e uma planta de glicerina refinada na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, dentro de um ciclo de expansão que prevê R$ 6 bilhões em investimentos até 2030. Com a ampliação, o complexo industrial deverá dobrar a capacidade de esmagamento de soja, passando de 3,5 mil para 7 mil toneladas diárias.
O Estado é atualmente o segundo maior produtor de soja do Brasil. A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, é de uma safra de aproximadamente 22 milhões de toneladas em 2026, o equivalente a cerca de 13% da produção nacional.
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