
Estadual conseguiu pagar mais por jogo do que pagou em 2025 por conta do aumento de patrocinadores e se destacou por ações pensando no meio ambiente.
A conquista do Palmeiras sobre o Novorizontino na final encerrou um Campeonato Paulista que ficou marcado não apenas pelo que aconteceu dentro das quatro linhas. A edição de 2026 consolidou um modelo de torneio cada vez mais forte comercialmente, com recordes de ativações, novos patrocinadores e iniciativas ambientais espalhadas por clubes de todo o estado.
Ao todo, o campeonato contou com 15 patrocinadores, o que ajudou a elevar a receita distribuída aos clubes, especialmente os grandes, que receberam mais por partida disputada do que na edição anterior, mesmo com um calendário mais curto. A decisão simbolizou bem esse momento de expansão comercial, com uma sequência quase ininterrupta de ativações durante a transmissão.
Um caminhão das Casas Bahia entrou em campo para entregar o troféu, um avião da LATAM levou a bola para o início do jogo, um pote de ração da Pedigree serviu como apoio para a bola e o prêmio de melhor em campo ativou a marca da 7K. Até o tradicional cara ou coroa para definir a saída ganhou uma ação comercial, com produtos em promoção exibidos ao público. No fim da noite, um show de drones iluminou o céu do estádio, reforçando o caráter de espetáculo que a final assumiu.
Toda essa sequência de ações ganhou visibilidade nas transmissões da Record TV, da CazéTV e da HBO Max, que exibiram o torneio. O campeonato mantém um modelo centralizado de produção e distribuição das imagens, o que facilita a integração das ativações comerciais nas partidas.
Mas o Paulistão também foi palco para uma série de iniciativas de sustentabilidade. As ações variam de acordo com estrutura, orçamento e contexto de cada clube, mas passaram a envolver temas como gestão de resíduos, eficiência energética, educação ambiental e compromissos institucionais.
O Corinthians lançou recentemente o Pacto 2030, projeto que estabelece metas ambientais e sociais para a próxima década, com parcerias com cooperativas e organizações ligadas à preservação ambiental. O Palmeiras desenvolve o programa “Por Um Futuro Mais Verde”, que reúne iniciativas de conscientização, arrecadação de alimentos e apoio a comunidades, além de práticas internas de responsabilidade ambiental.
Em Ribeirão Preto, o Botafogo-SP investiu em eficiência energética ao substituir todas as lâmpadas do estádio por modelos de LED, incluindo os refletores, o que gerou uma redução estimada de 40% no consumo de energia elétrica.
Segundo o diretor administrativo Ferdinando Brito, a decisão foi baseada em critérios técnicos e financeiros. “A troca do sistema de iluminação foi uma decisão técnica, pensada para reduzir o consumo de energia e tornar a operação mais eficiente. Temos investido de forma contínua em infraestrutura, com atenção a soluções que tragam economia e reduzam o impacto ambiental”, afirma.
O São Paulo Futebol Clube mantém desde 2012 um programa socioambiental com foco em biodiversidade, gestão de resíduos e uso racional da água, além de ser signatário do Pacto Global da ONU. Já no interior, o Primavera Futebol Clube, de Indaiatuba, implementou uma ação para incentivar torcedores a recolherem os próprios resíduos nos jogos como mandante, com distribuição de kits com sacos de lixo e apoio da prefeitura local para triagem do material.
A iniciativa é realizada em parceria com a patrocinadora Klivex. “Celebramos os dois anos consecutivos de parceria com o Primavera, agora ainda mais especial, com o clube na elite do futebol paulista. Cresci acompanhando o time, que faz parte de minha história desde criança, e ver a equipe na primeira divisão estadual mais importante do Brasil é, sem dúvidas, um marco para a cidade. Acreditamos na força da apaixonada torcida do Fantasma e buscaremos, juntos, estimular o Jogo Limpo”, afirma Mauro Silveira, diretor executivo da empresa.
Para Augusto Freitas, presidente executivo da Cristalcopo e idealizador do projeto Recicla Junto, o movimento observado no campeonato reflete uma tendência de profissionalização do impacto ambiental no esporte. “O futebol possui um senso de comunidade e pertencimento único, o que o torna uma das plataformas de conscientização mais poderosas que temos hoje. O estádio deixou de ser apenas um local de entretenimento para se tornar um centro de conscientização e responsabilidade ambiental”, analisa.
Assim, a taça levantada pelo Palmeiras encerra uma edição do Campeonato Paulista que reforça um caminho já claro no futebol brasileiro: o estadual mais tradicional do país quer ser cada vez menos lembrado apenas pelos resultados em campo e cada vez mais pelo impacto comercial e social que consegue gerar ao redor do jogo.
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