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Campeões mundiais avaliam chances de Neymar ir para a Copa: 'Tem que saber se ele quer ir'

Campeões mundiais avaliam chances de Neymar ir para a Copa: 'Tem que saber se ele quer ir'

15/05/2026 às 19h03
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Campeões mundiais avaliam chances de Neymar ir para a Copa: 'Tem que saber se ele quer ir'

Campeões mundiais avaliam chances de Neymar ir para a Copa: 'Tem que saber se ele quer ir'.

 

Cafu, Taffarel e Rivellino participaram de entrevista coletiva nesta sexta (15) e falaram sobre a aguardada lista de convocação de Ancelotti, antes de participarem de gravação de podcast

As vésperas da convocação para a Copa do Mundo de 2026, um encontro entre cinco campeões mundiais com a seleção brasileira não poderia ter outro assunto: a esperada lista de Carlo Ancelotti. E, é claro, se Neymar estará nela ou não. Nesta sexta-feira (15), em evento realizado em São Paulo, Roberto Rivellino, Cláudio Taffarel Cafu, Pepe e Melgálvio concederam entrevista coletiva e falaram sobre as expectativas para o próximo Mundial.

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Rivellino, campeão do mundo em 1970, elogiou Neymar e disse que o Brasil não produz há mais de uma década um jogador “do porte” do atacante do Santos, mas sobre a convocação, disse que não vê o jogador demonstrando vontade de voltar a defender a seleção.

— Ele tem que saber se ele quer ir para a seleção, porque eu não vejo ele falar que quer ir. Você não vê o Neymar falando “olha, estou fazendo o possível, eu quero jogar a minha última Copa, a última tentativa de ser campeão do mundo” — disse Rivellino em evento promovido pela Guaraná Antarctica.

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Já Taffarel, que foi campeão em 1994 e trabalha atualmente como coordenador e treinador de goleiros na seleção, elogiou a atuação de Neymar nos últimos jogos pelo Santos.

— Ele está jogando um tipo de um falso 9, que ele fica muito próximo do gol, na frente da área, tem uma movimentação que eu vejo em poucos jogadores, aquela movimentação inteligente, de dar um toque e já sair para receber, coisa que, antigamente ele fazia pouco — disse Taffarel.

O preparador de goleiros destacou ainda o nome de Alisson, que, segundo Taffarel, deve voltar a jogar pelo Liverpool na semana da convocação. A expectativa é que o jogador, que não entra em campo desde março por uma lesão na coxa direita, se apresente para jogar pelo Brasil “com todas as condições” de executar um bom trabalho, disse o preparador.

Cafu também comentou sobre a lista que será divulgada na segunda-feira e afirmou que o foco, no momento, precisa estar na qualidade dos jogos na Copa.

— O que nós temos que fazer é respeitar a opinião do nosso treinador, estamos às vésperas de uma convocação para a Copa do Mundo, temos jogadores importantíssimos que podem ser convocados, eu acho que o detalhe agora não é se (o Neymar) vai ou não, o detalhe é o que a seleção brasileira vai fazer dentro dessa Copa do Mundo, independente do Neymar estar ou não. É óbvio que nós queremos o Neymar na seleção brasileira, mas isso tudo não vai depender de nós — disse o jogador.

Ao longo do papo, o trio foi questionado sobre as fragilidades da atual equipe. Cafu afirmou que, assim como em outras copas, a equipe atual chega na disputa com pouca credibilidade, mas ele aposta que o quadro pode ser revertido.

— Nós fomos completamente desacreditados em 94 para a Copa do Mundo, em 2002, e nós revertemos esse quadro, conseguimos reverter jogando, se dedicando, trabalhando, e isso fez o diferencial para que nós pudéssemos ganhar a Copa do Mundo, o povo está desacreditado nessa seleção [...] mas não nós, porque se você perguntar para cada jogador, para quem joga futebol, nós acreditamos no potencial da seleção, e onde eles podem chegar — disse o jogador.

Rivellino apontou, no entanto, que sente falta de um jogador na equipe atual que seja decisivo nos momentos críticos das partidas.

— Nós tivemos em 94, dois jogadores que resolviam o nosso problema, que era o Bebeto, que se não resolveu, o Romário resolvia. Certo? Aí depois tivemos três jogadores que resolviam o nosso problema, que eram o Ronaldo, o Ronaldinho e o Rivaldo. Então hoje, infelizmente a gente vê uma seleção, claro, forte, com excelentes jogadores, mas a gente não vê aquele que vai pegar a bola e vai resolver o problema — disse o ex-jogador.

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