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Nunes substitui empresas de ônibus suspeitas de ligação com PCC.

Nunes substitui empresas de ônibus suspeitas de ligação com PCC.

01/03/2025 às 08h55
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Nunes substitui empresas de ônibus suspeitas de ligação com PCC.

Nunes substitui empresas de ônibus suspeitas de ligação com PCC.

 

A Transwolff e a UpBus estavam sob intervenção da Prefeitura de São Paulo desde abril de 2022.

A Prefeitura de São Paulo anunciou na sexta-feira, 28, a substituição das empresas Transwolff e UpBus no sistema de transporte coletivo da capital, após investigações do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre possíveis vínculos com o PCC.

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As empresas serão substituídas pelas concessionárias Santa Cecília Turismo (Sancetur) e Alfa RodoBus.

De acordo com a prefeitura, a Sancetur, que atua no setor há mais de 70 anos, assumirá as 132 linhas de ônibus atualmente operadas pela Transwolff, na zona sul. 

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Já a Alfa RodoBus, com 10 anos de experiência na cidade, substituirá a UpBus, responsável por 13 linhas na zona leste.

A substituição da Sancetur ocorrerá sem licitação, amparada por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2022, que considera constitucional a transferência de concessão pública sem a necessidade de nova licitação, desde que haja anuência do poder público.

A Transwolff e a UpBus estavam sob intervenção da Prefeitura desde abril de 2022. As investigações do MP-SP revelaram que a UPBus era usada para lavagem de dinheiro, com a participação de sócios ligados ao PCC, como Silvio Luiz Ferreira, conhecido como “Cebola”, e outros integrantes da facção. 

A Transwolff, por sua vez, tem sido alvo de diversas acusações, incluindo a ligação de seu fundador, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o “Pandora”, com atividades criminosas relacionadas ao PCC.

Em nota, a Transwolff repudiou as acusações e afirmou que está acompanhando o processo legal e a análise do Poder Judiciário. A UPBus, por sua vez, não se manifestou sobre as alegações.

As duas empresas juntas transportam cerca de 700 mil passageiros diariamente e recebem mais de R$ 800 milhões por ano do município. A intervenção da Prefeitura permanece em vigor, com as linhas sendo operadas por funcionários municipais.

 

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