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Pai negou agressões antes de confessar tortura contra filha encontrada com larvas

Pai negou agressões antes de confessar tortura contra filha encontrada com larvas

26/02/2026 às 11h54
Por: Redação Fonte: Agência Pernambuco Noticias
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Pai negou agressões antes de confessar tortura contra filha encontrada com larvas

Pai negou agressões antes de confessar tortura contra filha encontrada com larvas.

 

Adolescente de 16 anos apresentava ossos expostos, desnutrição severa e sinais de cárcere privado; pai, madrasta e avó foram presos.

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Antes de admitir que mantinha a própria filha amarrada com fios elétricos, Callebe José da Silva apresentou à polícia uma versão que acabou derrubada pela perícia. Ele afirmou que a adolescente, Marta Isabelle dos Santos Silva, de 16 anos, teria chegado em casa sozinha e já debilitada. No entanto, os exames técnicos apontaram um cenário incompatível com esse relato.

A jovem foi encontrada morta na última terça-feira (24), em uma chácara da família, em Porto Velho, Rondônia. O corpo apresentava desnutrição extrema, ossos expostos e ferimentos com presença de larvas, além de marcas típicas de imobilização prolongada.

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Em um primeiro momento, o pai negou qualquer agressão e disse ter tentado socorrer a filha após ela supostamente aparecer na residência em estado crítico. Ele alegou ainda que saiu à rua para verificar se alguém a teria deixado no local, mas não encontrou ninguém.

A perícia, porém, descartou a hipótese de que a adolescente tivesse condições físicas de caminhar até a casa, diante da gravidade dos ferimentos e do quadro clínico. Os investigadores também identificaram indícios de tentativa de ocultação de provas, como roupas e fraldas queimadas em uma fogueira no quintal.

As apurações revelaram que a jovem teria sido submetida a tortura e mantida em cárcere privado por mais de dois meses. Após contradições nos depoimentos da madrasta e da avó paterna, o pai acabou confessando que prendia a filha à cama todas as noites e a mantinha trancada durante o dia, sob a justificativa de evitar fugas.

Diante da omissão de socorro e da participação no confinamento, o pai, a madrasta e a avó foram presos. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Rondônia, que apura as circunstâncias do crime e a possível responsabilização de todos os envolvidos.

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