
César Nascimento afirma ter sido atacado por um grupo de homens enquanto chegava em Olinda. Caso é investigado pela Polícia Civil.
O arquiteto César Nascimento de Mendonça, de 40 anos, afirma ter sido vítima de agressão homofóbica na noite do domingo de carnaval (15), enquanto chegava na festa em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Segundo ele, o ataque ocorreu por volta das 21h, quando caminhava sozinho pelas ladeiras da cidade.
Morador do Recife, César contou que havia deixado o carro próximo ao bairro do Varadouro e procurava amigos quando foi abordado por dois grupos de homens. De acordo com o relato, o primeiro grupo, com cerca de cinco pessoas, teria feito ofensas homofóbicas em tom de deboche. Ao seguir caminho, ele encontrou um segundo grupo, com aproximadamente dez homens, e acabou sendo agredido fisicamente.
“Um dos integrantes do primeiro grupo gritou para eles algo como ‘pega pra tu’. Em seguida, um homem desse segundo grupo me deu um soco no rosto. Não caí, mas fiquei tonto. A vista escureceu por um momento e depois percebi o sangue escorrendo”, relatou.
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O arquiteto disse que não reagiu por medo, já que os agressores estavam em maior número. Após o ataque, ele procurou gelo com um vendedor ambulante e seguiu até o carro para ir embora. Apesar de ter passado em frente a uma delegacia, afirmou que não registrou ocorrência naquele momento por estar assustado.
Segundo César, outras pessoas estavam no local e presenciaram a agressão, incluindo um grupo de mulheres que caminhava próximo aos suspeitos. Ele também afirmou ter identificado uma câmera de segurança em um estabelecimento da área e solicitou as imagens para ajudar na identificação dos envolvidos.
Inicialmente, o arquiteto tentou registrar boletim de ocorrência pela internet, mas precisou refazer o procedimento posteriormente na delegacia responsável pela área onde o caso ocorreu. Ele informou que está sendo acompanhado por um advogado.
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que está investigando a ocorrência de lesão corporal e que um inquérito policial foi instaurado para apurar todos os fatos.
Repercussão e investigação
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a vítima relatar o caso em vídeo. “Esse vídeo é para mostrar o quanto a homofobia existe, o simples fato de você existir incomoda”, disse na gravação.
Segundo Augusto, representantes do poder público municipal entraram em contato para prestar apoio e informaram que serão adotadas medidas para apurar o episódio, incluindo a análise de imagens de câmeras de segurança.
Para o arquiteto, além da responsabilização dos agressores, é necessário discutir a segurança durante grandes eventos. “Era uma via muito movimentada durante um grande evento e não havia policiamento fixo. Espero medidas efetivas e responsabilização.”
Ele disse ainda que nunca havia sofrido uma agressão desse tipo anteriormente e defendeu maior atenção das autoridades para combater casos de violência do tipo.
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