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Entenda a estratégia de Trump para ataque ao Irã

Entenda a estratégia de Trump para ataque ao Irã

29/01/2026 às 14h13
Por: Redação Fonte: Agência CNN Noticias
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Entenda a estratégia de Trump para ataque ao Irã

Entenda a estratégia de Trump para ataque ao Irã.

 

Segundo o editor de Internacional da CNN Brasil, Diego Pavão, ao Live CNN, estratégia americana envolve caças F-35 "invisíveis" que, reabastecidos no ar por aviões-tanque vindos do Catar, teriam a missão de atingir alvos em Teerã.

Donald Trump está avaliando opções militares contra o Irã e já posicionou um porta-aviões na entrada do Golfo Pérsico, fronteira com o país. Segundo o editor de Internacional da CNN Brasil, Diego Pavão, ao Live CNN, a movimentação militar dos Estados Unidos na região aumenta as tensões no Oriente Médio, em meio a recentes protestos iranianos que resultaram em milhares de mortes.

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"Os Estados Unidos, nos últimos dias, tem movimentado alguns ativos militares, principalmente embarcações de guerra e um grande porta-aviões que foi posicionado bem na entrada do Golfo Pérsico", informou o jornalista, acrescentando: "Essa possibilidade de intervenção no Irã cresceu bastante depois da repressão contra aqueles protestos que deixou milhares de pessoas mortas nas últimas semanas".

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O porta-aviões USS Abraham Lincoln foi estrategicamente posicionado na entrada do Golfo Pérsico, próximo ao Golfo de Omã. Esta localização permite que os Estados Unidos fiquem próximos ao Irã sem entrar no Estreito de Hormuz, uma faixa de água de apenas 34 quilômetros de largura por onde passa 20% da produção mundial de petróleo.

"O Irã j! ameaçou fechar esse estreito algumas vezes e os Estados Unidos se posicionaram bem aqui porque sabem que se o Irã fechar ali, eles podem impedir ou prejudicar esse fechamento", afirmou Pavão.

Estratégia militar com caças invisíveis

A estratégia americana envolve caças F-35, aeronaves com tecnologia stealth que os torna praticamente invisíveis aos radares. Estes caças, posicionados no porta-aviões, teriam que percorrer aproximadamente 1.400 quilômetros até Teerã, distância que ultrapassa sua autonomia de voo de cerca de 1.100 quilômetros.

Para viabilizar essa operação, aviões-tanque estacionados em uma base americana no Catar seriam utilizados para reabastecer os caças em pleno ar, permitindo que completem a missão até a capital iraniana. No entanto, a operação apresenta riscos significativos, já que os caças precisariam sobrevoar território iraniano, onde o país possui sistemas de defesa antiaérea.

Especialistas apontam que uma intervenção no Irã seria muito mais complexa do que a recente operação americana na Venezuela. Entre as possíveis naturezas da operação estaria o ataque a instalações nucleares, similar à operação "Martelo da Meia-Noite" realizada no ano passado, ou até uma tentativa de mudança de regime.

"A verdade é que fazer a mesma operação que foi feita na Venezuela no Irã é muito mais difícil, muito mais difícil derrubar o regime. A geografia também explica um pouco da dificuldade de se atingir o Irã", apontou Diego Pavão.

A dificuldade de uma operação para derrubar o líder iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, é consideravelmente maior, já que ele permanece a maior parte do tempo em instalações subterrâneas e bunkers protegidos. Essa complexidade geográfica e militar explica por que uma intervenção no Irã representa um desafio muito maior para os Estados Unidos do que outras operações recentes no cenário internacional.

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