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Violência Pernambuco

Envolvidos em briga de torcidas organizadas no Barro podem pegar mais de 15 anos de prisão

Envolvidos em briga de torcidas organizadas no Barro podem pegar mais de 15 anos de prisão

26/01/2026 às 14h05
Por: Redação Fonte: Agência Folha de Pernambuco
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Envolvidos em briga de torcidas organizadas no Barro podem pegar mais de 15 anos de prisão

Envolvidos em briga de torcidas organizadas no Barro podem pegar mais de 15 anos de prisão.

 

Presos preventivamente passam por audiência de custódia nesta segunda (26).

Os quatro homens, de 19, 21, 21 e 23 anos, que foram presos em flagrante por suspeita de envolvimento em um confronto entre torcidas organizadas ligadas ao Santa Cruz e Sport, no último domingo (25), nas proximidades do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife, podem ter penas que passam dos 15 anos de prisão, segundo informou a polícia, em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (26).

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briga ocorreu horas antes do "Clássico das Emoções", partida entre Santa Cruz e Náutico que aconteceu na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana.

Três torcedores do Sport que estavam perto de um carro do modelo Fox, cor prata, saíram fortemente feridos. De acordo com a Polícia Civil de Pernambuco, nenhum dos presos tem passagem pelo sistema prisional. A audiência de custódia deles acontece ainda nesta segunda.

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Segundo o delegado Raul Carvalho, titular da Delegacia de Repressão e Intolerância Esportiva, os agressores estavam com camisas do Santa Cruz. Eles podem responder pelos crimes de provocação de tumulto, associação criminosa, lesão corporal e dano ao patrimônio.

“Dois torcedores foram bem feridos. O outro ainda está sendo identificado. Eles não registraram ocorrência. Infelizmente, a gente tem essa prática com algumas torcidas organizadas aqui que fazem esse tipo de situação em dias de jogos que, mesmo não tendo relação com o time deles, fazem esse tipo de evento contra outra torcida e acabam levando o revés às vezes”, explica.

O coronel Hélio Ribeiro, que é diretor adjunto de planejamento operacional da Polícia Militar de Pernambuco, informou que havia um grupo de policiais do Batalhão de Choque no TI Barro que podiam estar em outro ponto daquele local quando tudo aconteceu. O equipamento também é monitorado por câmeras de segurança, que podem avisar as equipes, em casos extremos como as agressões do domingo.

“A gente coloca um policial nosso no centro de comunicação da CBTU [Companhia Brasileira de Trens Urbanos] para que essa integração funcione de verdade e que essa reação seja feita de forma imediata. Não sei ao certo se o centro de comunicação flagrou a ação dessa torcida. Não temos essa informação”, argumenta.

Os suspeitos foram localizados na entrada da Arena de Pernambuco, após o cruzamento de imagens do confronto que circularam nas redes sociais. O Grupamento de Ações Táticas Itinerantes (GATI) da PMPE precisou ser acionado. Foram apreendidos barrotes, bastões de ferro e soqueiras.

“Eles [os suspeitos] não confessam o crime, mas as imagens falam por si. O jogo tinha cerca de 13 mil pessoas, um público considerado como médio. Dentro dessa expectativa de público, a polícia faz o planejamento dela. Todo esse planejamento cobre desde as paradas de ônibus e principais corredores, neste caso, que dão acesso à Arena”, destaca Ribeiro.

Inteligência
Ainda conforme explica Carvalho, o setor de inteligência da polícia monitora as redes sociais para identificar possíveis focos de confusão entre as organizadas. Ele afirma que o estado tem registrado poucas incidências dessas brigas e relembra que o último dia fatídico em Pernambuco foi em 1º de fevereiro de 2025, quando aconteceu um clássico entre Sport e Santa Cruz, no Recife.

“Depois, a gente não teve mais qualquer caso de repercussão aqui, em relação a isso. Então, a incidência é muito baixa, mas estava sendo monitorado, sim. No ano passado, nós não tivemos homicídio envolvendo torcedores organizados aqui, ao contrário dos outros anos”, pontua.

Sport não estava jogando
Durante a coletiva, a polícia foi interrogada sobre que ligação a organizada do Sport teria em um jogo o qual o clube sequer disputava e havia presença de torcida única. Raul Carvalho garante que foi um caso isolado.

“Torcida única auxilia, sim, nos trabalhos preventivos. Isso é uma prática não só de Pernambuco, mas de outros estados. Vocês podem ver isso em São Paulo e Goiás. Ajuda, mas, às vezes, a gente também não consegue evitar, porque alguns membros ainda insistem nesse tipo de violência”, complementa.

Leão disputa próximo clássico
Sobre o plano de segurança para o próximo Clássico das Multidões, que acontece neste sábado (31), às 16h30, na Ilha do Retiro, pelo Campeonato Pernambucano, Hélio Ribeiro avisa que a PMPE fará, nesta terça (27), o planejamento que vai considerar o reforço no policiamento para as principais vias de acesso e terminais integrados.

Como estão as pessoas agredidas?
Ainda não se sabe o estado de saúde das vítimas espancadas. Segundo o delegado Raul Carvalho, elas estão sendo procuradas pela polícia para passarem por exames.

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