
Argo Trekking se mostra como um carro de bom custo-benefício.
Com mais de 700 mil unidades produzidas no Polo Automotivo de Betim (MG), o Fiat Argo se consolida como um dos hatches mais vendidos do Brasil. São 92 mil emplacamentos entre janeiro e novembro deste ano.
Hoje, o modelo é o segundo carro mais importante da Fiat no Brasil, em número de vendas. A reportagem da CNN Brasil testou o Fiat Argo Trekking (versão topo de linha) por uma semana para entender quais são seus pontos fortes e fracos.
Ao longo do período, rodamos mais de 500 quilômetros com o hatch, entre trechos de cidade e também de rodovia.
No perímetro urbano, o Argo se mostra como um carro de bom custo-benefício, com preço de R$ 108.990. Tem boa dirigibilidade e um acerto de suspensão que agrada. Mesmo ao dirigir o Argo Trekking por um período de trânsito maior, não sentimos desconforto.
O câmbio CVT tem um desempenho bem linear, mas pode ser um pouco estranho para que está acostumado com o som de trocas de marchas.
Em termos de design, a linha 2026 ganhou um facelift que aponta um pouco para o futuro da marca. Exemplo disso são os faróis pixelados. Na linha 2026, o Argo Trekking tem conjunto full LED.
A versão Trekking conta com bancos em couro e uma grafia estampada com o nome da versão. Apesar de todos os ajustes serem manuais, o banco é confortável até mesmo em viagens mais longas.

Bancos contam com inscrição “Trekking" • Rodrigo Barros/CNN
O Fiat Argo Trekking é um hatch com excelente eficiência na rodovia. Em nossos testes, abastecido com gasolina, ele chegou a fazer médias de 16,6 km/l no painel de instrumentos após mais de 260 quilômetros de estrada.
Consumo na rodovia com o Fiat Argo Trekking • Rodrigo Barros/CNN
O modelo conta com volante com botões e até mesmo piloto automático. A critério comparativo, a Fiat Strada, já testada pela reportagem, é mais cara e não conta com piloto automático. O Argo Trekking entrega a comodidade que facilita a vida do condutor e torna a viagem menos cansativa.
Todos os vidros do Argo Trekking contam com sistema de um torque para subir e descer. Parece algo simples, mas tem carros mais caros que deixam de fornecer a comodidade. Merece destaque.
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Pontos negativos
Sem compartimento para celular
Falta um local voltado para o celular. O lugar que melhor se adequa é na posição logo abaixo do freio de mão. Não é tão cômodo e merecia um console com algum espaço para o smartphone.

Console não tem espaço adequado para celular • Rodrigo Barros/CNN
Delay na aceleração
Acelerar o Argo pode ser uma questão um pouco decepcionante. Não é de se esperar desempenho de um carro 1.3, mas o delay na aceleração é um pouco incômodo. Ao ativar o modo Sport essa característica reduz, mas nem tanto.
Multimídia pequena
A central do Argo tem espelhamento sem fio e consegue ser rápida. O sistema de som tem boa qualidade, mas merecia uma tela um pouco maior. Parte do menu lateral e superior já toma parte da tela. Sem isso, o tamanho já seria ideal.

Multimídia tem conexão sem fio para smartphone • Rodrigo Barros/CNN
Falta fôlego na estrada
Na cidade, o comportamento do Argo Trekking é suficiente. Na estrada, com cinco passageiros e algumas malas, entretanto, a situação já muda um pouco. Para fazer uma ultrapassagem é preciso encontrar uma reta mais longa para fazer a manobra com segurança. O motor é 1.3 Firefly de 107 cv e 13,7 kgfm no etanol.








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