
Em uma mudança de tom, o deputado federal agora defende que conversa entre países avance e que "sanções nunca são um fim em si mesmas".
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse que recebeu com “otimismo” a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram pelo telefone sobre tarifas e a atual relação entre os países.
Até recentemente, Eduardo dizia publicamente trabalhar para garantir que Lula não tivesse um canal direto com Trump para negociar um arrefecimento das sanções.
Dessa vez, o parlamentar afirmou que “um diálogo franco entre dois países pode abrir caminhos importantes”, e que “sanções nunca são um fim em si mesmas; são instrumentos legítimos para corrigir violações graves quando outras vias foram bloqueadas”.
O deputado pontuou ainda que qualquer avanço entre as relações bilaterais exigirá enfrentar “a atual crise institucional do Brasil e reafirmar a liberdade como fundamento essencial entre nações democráticas”.
Lula conversou com o líder americano por cerca de 40 minutos. A conversa, considerada produtiva por ambas as partes, focou na agenda comercial entre os dois países e no reforço da cooperação contra o crime organizado internacional. O presidente brasileiro avaliou como positiva a retirada da tarifa adicional de 40% que atingia exportações brasileiras como carne, café e frutas — mas destacou que ainda há setores sensíveis sujeitos a sobretaxas e que o Brasil deseja acelerar as tratativas para aliviar os custos.
Além das tarifas contra produtos brasileiros, Trump impôs ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a lei Magnitsky e revogou o visto de diversas autoridades. Ambas as medidas foram defendidas por Eduardo Bolsonaro, que buscou o apoio de Trump na tentativa de reverter as condenações contra Jair Bolsonaro (PL).
Política Alianças de União-PP e Republicanos nos estados vira obstáculo para acordo com Flávio.
Política Quaest: 49% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal
Política Flávio pede que CPI do caso Master inclua Haddad, Rui Costa e presidente do BC Mín. 21° Máx. 32°