
É a primeira vez na série histórica em que a quantidade de entrevistados que declara desconfiança supera a fatia que diz confiar no STF.
A desconfiança na Justiça cresceu entre os brasileiros no último ano, e 49% dos entrevistados afirmam não confiar na atuação do Supremo Tribunal Federal. É o que mostra a mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (12).
Esta é a primeira vez na série histórica em que a quantidade de entrevistados que declara desconfiança supera a fatia que diz confiar na Suprema Corte. Em 2022, o nível de confiabilidade no STF era de 56%, uma diferença de 13 pontos percentuais em relação ao patamar atual, quando o índice de confiança recuou para 43%, o mais baixo já registrado.
A queda na ocorre após o histórico julgamento da trama golpista e em meio à repercussão do caso do Banco Master, que ganhou os holofotes na Corte após o relator designado, o ministro Dias Toffoli, ser alvo de pedidos de suspeição por proximidade com pessoas e empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O episódio ganhou novos contornos após o vazamento de dados obtidos pela Polícia Federal, que revelaram uma suposta conversa entre o banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes no mesmo dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez.
Questionados se a Suprema Corte teria poder demais, 72% dos entrevistados concordaram com a afirmação. Outros 66% disseram considerar importante votar em um candidato ao Senado que seja comprometido com o impeachment de ministros do STF.
Embora eleitores bolsonaristas concordem em ampla maioria com a afirmação de que o Supremo tem poder demais (88%), apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também enxergam um excesso na atuação do Tribunal (63%).
Para 59% dos entrevistados, a Corte é uma aliada do governo Lula. A coleta de dados do levantamento ocorreu entre os dias 6 e 9 de março, um dia após o ministro Flávio Dino suspender a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e de outros alvos da CPI do INSS. Na decisão, o magistrado argumentou que quebras de sigilo não poderiam ser votadas em bloco.
O levantamento Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais, para mais ou menos.
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