
O desembargador aposentado Sebastião Coelho utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (24) para convocar apoiadores de Jair Bolsonaro a realizar uma paralisação em defesa da anistia do ex-presidente, preso no último sábado (22).
“Nós já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance até aqui, sem qualquer resultado. E qual é o objetivo? A anistia. Anistia ampla, geral e irrestrita para todos do 8 de janeiro e para o presidente Bolsonaro, que representa a todos. Qual é o destinatário dessa paralisação? o Congresso Nacional, que está de costas para o povo brasileiro”, disse o desembargador, em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
“Até quando vamos acatar, ficar quietos vendo um capitão do Exército preso na Polícia Federal, quando deveria estar preso em uma unidade do Exército brasileiro. E o comandante do Exército calado, de cabeça baixa. Essa é a hora, meus irmãos. Paralisação já”, acrescentou.
Essa não é a primeira vez que o desembargador utilizou as redes sociais para criticar a prisão de Bolsonaro. No sábado (22), horas após o ex-presidente ser detido, Sebastião classificou o caso como “intolerância religiosa e abuso de poder”.
“Então brasileiros, chegou a hora. Não temos mais o que esperar. Esse é o momento da nossa reação. Vamos conversar, nos articular e vamos para uma reação pacífica, mas forte na altura desse arbítrio que está sendo cometido”, disse o magistrado.
“A prisão do presidente Bolsonaro é, a um só tempo, intolerância religiosa e abuso de poder. Intolerância religiosa porque a Constituição nos assegura o direito de oração dentro dos templos e ao ar livre. Abuso de poder porque viola o artigo 73, parágrafo único, letra C, da lei 6680, que é o estatuto dos militares”, disparou.
Bolsonaro foi preso por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, a pedido da Polícia Federal. A corporação apontou para o risco de fuga do ex-presidente durante a vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro para frente ao condomínio do pai.
Na decisão que autorizou a prisão de Bolsonaro, Moraes também cita que o ex-presidente violou a tornozeleira eletrônica.
“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta SUPREMA CORTE a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, às 0h08min do dia 22/11/2025.
A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”, argumentou Moraes.
Nesta segunda-feira (24), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos para manter Bolsonaro preso preventivamente.
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