Sexta, 13 de Março de 2026
22°

Parcialmente nublado

Caruaru, PE

Política Aleac

Em defesa do prefeito de Feijó, Emerson Jarude critica postura do governo e cita conflitos com instituições

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (11) o deputado Emerson Jarude (Novo) se pronunciou sobre a exoneração do marido do prefeito de Feijó,...

11/11/2025 às 19h33
Por: Redação Fonte: Aleac
Compartilhe:
Foto: Reprodução/Aleac
Foto: Reprodução/Aleac

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (11) o deputado Emerson Jarude (Novo) se pronunciou sobre a exoneração do marido do prefeito de Feijó, Railson Ferreira, após a participação do gestor em um ato partidário. O parlamentar afirmou que o episódio configurou retaliação política e reforçou solidariedade ao prefeito e à sua base. Jarude também citou outros episódios recentes envolvendo o governo e instituições de controle, destacando o que considerou uma postura de confronto.

Ao iniciar seu discurso, o deputado saudou a presença de candidatos do cadastro de reserva do Iapen que acompanharam a sessão e registrou agradecimentos à imprensa e aos servidores da Assembleia. Em seguida, abordou diretamente o caso que ganhou repercussão estadual. “Primeiro, o governo disse que se tratava apenas de reorganização administrativa. Quando o prefeito afirmou que havia sido retaliação política, o tom mudou. Passou-se a dizer que ele precisava ter palavra e lado. Fica evidente que a decisão teve caráter político”, declarou.

Jarude também criticou o que classificou como um padrão de desrespeito às instituições. Ele lembrou a recomendação do Ministério Público para que o governo não utilizasse nomes de familiares do governador em obras públicas, e a resposta dada pelo Palácio Rio Branco. “Foi dito que os promotores deveriam tirar a bunda da cadeira e sair do ar-condicionado. Isso é inadmissível. Promotores cumprem a lei, fiscalizam a gestão pública e merecem respeito”, afirmou.

Continua após a publicidade
Anúncio

Na sequência, o parlamentar citou o caso “escola do curral”, mostrado em rede nacional, quando o Tribunal de Contas do Estado recomendou o afastamento do secretário de Educação, Aberson Carvalho. “A presidente do TCE foi assertiva ao pedir afastamento para garantir apuração séria. E, novamente, a reação do governo foi dizer que a decisão era descabida e política”, observou.

Jarude ainda mencionou o rompimento entre o governo e o senador Alan Rick, que até então integrava a base aliada. Segundo ele, o episódio permanece sem explicações claras. “Nem a população, nem esta Casa, sabe o que motivou esse distanciamento. O que se vê é um governo que tem dificuldade de conviver com posicionamentos independentes, sejam eles de prefeitos, órgãos de controle ou parlamentares”, disse.

Continua após a publicidade
Anúncio

Ao concluir, Jarude afirmou que divergências políticas precisam ser tratadas com transparência e diálogo, não com imposição. “Respeitar instituições e lideranças é um princípio básico da democracia. Quando o governo reage com ataque ou retaliação, quem perde é a sociedade. Nós estaremos aqui para cobrar equilíbrio, respeito e responsabilidade”, finalizou.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.