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Dançar é melhor que sudoku contra a demência, diz maior expert mundial em longevidade

Dançar é melhor que sudoku contra a demência, diz maior expert mundial em longevidade

07/11/2025 às 17h43
Por: Redação Fonte: Agência O Globo
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Dançar é melhor que sudoku contra a demência, diz maior expert mundial em longevidade

Dançar é melhor que sudoku contra a demência, diz maior expert mundial em longevidade.

 

Peter Attia esteve no Brasil para palestra em São Paulo e falou sobre exercícios que podem ter influência na saúde cognitiva.

Para o expert em envelhecimento saudável Peter Attia, dedicar longos períodos às cruzadinhas e revistas de sudoku não são as melhores estratégias para promover a saúde cerebral e evitar quadros futuros de demência e Alzheimer. No lugar desses “puzzles” o especialista sugere que o uso da mente esteja atrelado aos exercícios corporais para que as chances de desenvolver essas doenças sejam reduzidas.

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Além disso, vale dizer, ele reforça que um bom sono e pressão arterial em níveis normais também têm impacto positivo. O médico esteve no Brasil para uma palestra no evento HSM+ que aconteceu nesta quinta-feira em São Paulo.

— A dança envolve mais padrões cerebrais. O objetivo (para a prevenção de doenças cognitivas) é manter o cérebro o mais engajado possível, e a melhor forma de engajar o cérebro é quando você combina movimento, planejamento e reação ao mesmo tempo. Quando você faz Sudoku ou palavras cruzadas, você está usando um tipo específico de área do cérebro. E, ao fazer isso, você vai ficar cada vez melhor nessa tarefa. Não há nada de errado com isso. Mas o foco devem ser as atividades que são muito mais multifacetadas, que exigem mais habilidades do corpo — afirmou Attia ao GLOBO.

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O especialista dá outros exemplos de atividades físicas benéficas:

— Fazer um esporte, um esporte com raquete é um ótimo exemplo de algo que pode ser até melhor do que correr. Porque correr é, de certa forma, repetir o mesmo movimento continuamente. Mas quando você está fazendo tênis, por exemplo, precisa se movimentar o tempo todo e reagir a uma bola que vem em uma direção, decidir se precisa ir para um lado ou para o outro. Então, acho que é por isso que vemos mais benefícios (mentais) em esportes complexos.

Attia é formado em medicina na Universidade de Standford e em cirurgia na respeitada John Hopkins. Globalmente, o profissional tem se tornado uma importante figura na discussão do envelhecimento saudável. Seu livro “Outlive: a arte e a ciência de viver mais e melhor” (lançado no Brasil pela editora Intrínseca) entrou em listas de mais vendidos e o médico está ainda a frente de um podcast e uma newsletter.

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