A Polícia Federal (PF) apontou a desembargadora Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa, cunhada do ex-presidente José Sarney, como fator “determinante para o sucesso da empreitada criminosa” que envolve a expedição de alvarás judiciais. Estima-se a movimentação de quase R$ 18 milhões do Banco do Nordeste para o pagamento de honorários advocatícios.
Nelma Sarney está entre os indiciados na Operação 18 Minutos, que investiga a venda de sentenças no Tribunal de Justiça do Maranhão. De acordo com a PF, desembargadores, juízes e advogados montaram um esquema para liberar os pagamentos e dividir o dinheiro.
Documentos apontam que o primeiro alvará foi expedido em 2015, época em que Nelma Sarney era corregedora do Tribunal de Contas do Maranhão. No período, ela teria editado cinco portarias no intervalo de um mês, o que determinou a redistribuição da ação contra o banco para que o processo chegasse até a juíza Alice de Sousa Rocha, que também foi indiciada.
“Desse modo, considerando a participação fundamental da juíza Alice Rocha na expedição do alvará fraudulento de 14 milhões de reais em outubro de 2015, entende-se como crucial a atuação da Desa. Nelma Sarney para que a empreitada criminosa fosse exitosa”, aponta a Polícia Federal.
Mensagens captadas no celular da desembargadora apontaram que o ex-deputado federal Edilázio Júnior (PSD) tinha influência direta nas decisões da magistrada.
Nelma Sarney está afastada do tribunal há um ano. O afastamento, que é anterior à Operação 18 minutos, ocorreu após ela ser acusada de usar o cargo para ajudar um ex-assessor a ser aprovada em um concurso no Estado.
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