
Caso intensifica os debates sobre a segurança das maçanetas eletrônicas, um design comum nos carros elétricos.
A Xiaomi é uma das maiores fabricantes de smartphones do mundo. Mas, apesar do segmento render bilhões para os cofres da gigante chinesa, a empresa também tem apostado no mercado de carros elétricos.
Em agosto deste ano, o sucesso de seu segundo modelo fez o lucro líquido da companhia quase dobrar. Todo este otimismo, no entanto, parece ter passado após um acidente com morte registrado em território chinês.
A reação do mercado financeiro foi imediata. Nesta segunda-feira (13), as ações da Xiaomi despencaram mais de 5%, maior queda desde abril deste ano. Antes do fechamento das operações em Hong Kong, os papéis chegaram a registrar uma desvalorização de 8,7%.
O acidente intensifica os debates sobre a segurança das maçanetas eletrônicas, um design comum nos veículos elétricos. Ao contrário dos modelos mecânicos, elas dependem de sensores e eletricidade, um sistema que pode falhar durante um incêndio, deixando os ocupantes presos.
As autoridades da China está até mesmo considerando a proibição dos equipamentos. Já nos Estados Unidos, a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário investiga 174 mil veículos Tesla Model Y após relatos de falhas na maçaneta.
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