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“Queimava minha boca com colher quente”, desabafa Rosiane Pinheiro sobre abusos sofridos

“Queimava minha boca com colher quente”, desabafa Rosiane Pinheiro sobre abusos sofridos

09/10/2025 às 14h59
Por: Redação Fonte: agência Bnews
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“Queimava minha boca com colher quente”, desabafa Rosiane Pinheiro sobre abusos sofridos

“Queimava minha boca com colher quente”, desabafa Rosiane Pinheiro sobre abusos sofridos.

 

dançarina baiana Rosiane Pinheiro, de 51 anos, comoveu os seguidores ao transformar um comentário ofensivo em um forte desabafo. Após ser chamada de “decadente” por um internauta, ela abriu o coração nas redes sociais na última quarta-feira (8), relembrando momentos marcados por violência, racismo e superação.

“Esses são os comentários diariamente! Até quando, meu Deus, as pessoas são frustradas?”, escreveu Rosiane, que afirmou não se deixar abater pelos ataques. “Já já volto a responder eles com vídeo. Tô muito quietinha ultimamente”, completou.

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Rosiane fez forte desabafo nas redes após ser chamada de "decadente". Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

A artista aproveitou o momento para relembrar sua trajetória de luta. “Comecei a trabalhar com 12 anos pra sustentar minha família. Fui costureira, manicure, empregada doméstica, auxiliar de serviços gerais, vendedora, recepcionista, promotora de eventos e atendente de loja. Já fui traída, roubada, boicotada, quase morta. Vocês acham mesmo que pessoas frustradas vão me parar? Me poupe”, escreveu.

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Rosiane também revelou episódios dolorosos da infância:

“Fui abusada. Minha madrasta me fazia de escrava, queimava minha boca com colher quente e batia minha cabeça na parede pra que eu fosse a serviçal da casa. E ainda assim me mantive bondosa. Nunca deixei a maldade alheia me tornar má”, recordou.
desabafo rosiane
Rosiane fez forte desabafo nas redes após ser chamada de "decadente". Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

Mesmo após enfrentar um período de depressão e afastamento dos palcos, ela celebrou a própria resistência. “Agora estou erguida. Nada me derruba. É daqui pra cima”, afirmou a madrinha de bateria da Vai-Vai, que ainda criticou o racismo estrutural que afeta artistas negros:

“As pessoas falam muito sobre brancos ocuparem lugares de negros, mas a verdade é que nós, pretos, nunca tivemos nossos lugares. Sempre tivemos que lutar por um espaço mínimo e, ainda assim, não somos tão valorizados quanto os brancos”, desabafou.

Encerrando o relato, ela deixou uma mensagem de união e orgulho. “As portas para os nossos sempre são mais difíceis. Somos nós por nós. Tento sempre ser elo de paz, união e amor em qualquer lugar que eu pise. E assim continuarei”, concluiu.

 
 
 
 
 
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