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Motoristas com TDAH têm 2 vezes mais chance de se envolver em acidente

Motoristas com TDAH têm 2 vezes mais chance de se envolver em acidente

28/09/2025 às 12h12
Por: Redação Fonte: infomoney
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Motoristas com TDAH têm 2 vezes mais chance de se envolver em acidente

Condutores com o transtorno tendem a manter comportamentos de risco.

Impulsividade, desatenção e agitação são alguns dos sintomas conhecidos do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Apesar de ser comumente detectado na infância, o quadro geralmente acompanha a pessoa ao longo de toda a vida e exige cuidados – inclusive quando o paciente decide pegar o volante.

A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) alerta que pessoas com TDAH têm duas vezes mais chance de se envolver em sinistros de trânsito, conforme atestam estudos internacionais.

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Dados da entidade mostram ainda que, no Brasil, a prevalência de TDAH é estimada em 7,6% em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos; em 5,2% dos jovens com idade entre 18 e 44 anos; e em 6,1% das pessoas maiores de 44 anos.

Durante o 16° Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, a médica do tráfego Joan Faber citou estudos que associam o TDAH a comportamentos no trânsito que incluem falta de julgamento, tendência em assumir riscos e busca por emoções.

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Além disso, segundo ela, há uma percepção superestimada de competência ao volante, o que faz com que o condutor com TDAH mantenha comportamentos de risco.

“A compreensão do quadro e a experiência na direção podem modificar esse risco relativo”, avaliou a médica.

De acordo com Joan, condutores com TDAH apresentam melhor performance quando dirigem por percursos urbanos e com trânsito intenso.

Também foi observado que, quando dirigem automóveis com câmbio manual, que demandam mais atenção, a segurança melhora.

“Condutores com TDAH têm pior desempenho em longas distâncias, em vias pouco movimentadas, na condução monótona – principalmente quando não medicados”, disse.

“Tarefas secundárias, como comer e ingerir líquidos, mudar a estação de rádio ou utilizar o celular pioram substancialmente o desempenho”, concluiu a médica.

*A repórter viajou à convite da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet)

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