
Pesquisa Pulso Brasil/Ipespe também indica queda na aprovação do governo Trump no Brasil.
Levantamento Pulso Brasil/Ipespe mostra que a aprovação da postura do governo Lula em relação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu de 50% em julho para 53% em setembro.
No mesmo período, a desaprovação caiu de 46% para 41%.
Já os que disseram não saber responder passaram de 5% para 6%.
A aprovação ao governo Trump entre os brasileiros caiu de 33% em julho para 30% em setembro.
A desaprovação se manteve em 51%.
Entre eleitores identificados como “direita”, a reprovação chegou a 20%.
Já entre os que se declaram de “esquerda”, é de 97%.
A pesquisa também questionou os brasileiros sobre a percepção quanto à influência de Trump na eleição presidencial de 2026.
Para 57% dos entrevistados, o apoio ou proximidade de Trump a um candidato brasileiro tem um efeito negativo.
Apenas 29% avaliam como positivo.
Foram realizadas 2.500 entrevistas com brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 20 e 22 de setembro.
A margem de erro varia de dois pontos percentuais para mais ou menos, com taxa de confiança de 95%.
O levantamento foi feito antes de Trump acenar para Lula na 80ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, na terça, 23.
O presidente americano disse ter havido “uma química” entre ele e o petista.
“Eu o vi, ele me viu e nós nos abraçamos. Acredita nisso? Nós combinamos que vamos nos encontrar na próxima semana“, afirmou o americano.
“Ele me pareceu um bom homem, na verdade. Ele gostou de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com pessoas que eu gosto. Quando eu não gosto, eu não gosto. Mas tivemos ao menos 39 segundos de química excelente. Esse é um bom sinal“, disse Trump.
Até a fala de Trump na ONU, Lula estava à vontade em sua zona de conforto.
O tarifaço de 50% aos produtos brasileiros imposto pelo governo americano em 30 de julho teve pouco efeito negativo no país.
“Não acho que esse tema de tarifas seja tão relevante do ponto de vista do crescimento econômico no Brasil. Hoje, está contando muito mais a diferença de taxa de juros”, disse o economista Aod Cunha, em entrevista ao Papo Antagonista.
Com os juros baixos nos Estados Unidos e altos no Brasil, investidores vieram para cá, o que derrubou o valor do dólar. “O mercado está gostando”, afirmou Aod.
Lula ainda usou as medidas americanas, como o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e sua esposa Viviane, para sustentar um discurso populista em defesa da soberania nacional e avançar com medidas para beneficiar empresários amigos, ampliar gastos e conquistar eleitores.
A estratégia estava funcionando muito bem. Desde o início de julho, a desaprovação do presidente no Lulômetro, tracking diário de O Antagonista e Real Time Big Data, caiu mais de dez pontos percentuais.
Sua aprovação subiu cerca de quatro pontos para 34%, mas ainda fica três pontos abaixo da sua reprovação (37%).
O convite de Trump para uma reunião com Lula mexe com essa situação ao fragilizar a posição do governo brasileiro de se posar de vítima dos Estados Unidos.
Lula sempre disse que os Estados Unidos não queriam conversar para resolver o tarifaço. Trump mostrou na ONU que não é bem assim.
Além de sacudir a narrativa lulista, Trump colocou em xeque o discurso dos bolsonaristas, segundo os quais todas as medidas tomadas pelos Estados Unidos tinham como fim último livrar Jair Bolsonaro da cadeia.
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