
Público comparece em grande número para curtir várias bandas do cenário mineiro; Black Pantera e Seu Madruga fecham a noite.
O Festival Dia de Rock chegou à sua segunda edição em Belo Horizonte trazendo a nostagia do rock clássico, a mineiridade das bandas locais e o som pesado do hard rock.
Os shows acontecem neste sábado (20/9), embaixo do Viaduto Santa Tereza, com a proposta de ocupar espaços da cidade com música e valorizar a cena independente.
O evento gratuito mescla ícones da cena mineira como Maurinho, ex-Tianastácia, com sua banda Mirinho Berro D'agua; com novas vozes do rock nacional, como a aclamada Black Pantera, de Uberaba do Triângulo Mineiro, reunindo diferentes gerações de amantes do bom e velho rock'n roll.
Para Gui Sânzio, um dos idealizadores do festival, estar novamente na capital mineira é um marco. O primeiro evento em dezembro de 2023 animou ele e o sócio, Daniel Moura, a fazerem a segunda edição. “Chegar à segunda edição do Dia de Rock em Belo Horizonte é reafirmar nosso propósito.
Queremos mostrar que o rock é vivo, pulsa nas ruas e tem a capacidade de reunir diferentes gerações", disse Sânzio que é fã de rock e estava sentindo falta de mais lugares para que o belo-horizontino pudesse curtir mais o estilo musical. "O rock está dentro de mim. Esse festival foi idealizado pra todo mundo curtir, se divertir", finalizou Sânzio.
E foi exatamente isso que o público faz desde as primeiras horas de festival: curte bastante. Roberto Ferreira, de 35 anos, gosta de rock desde criança e veio assistir o Black Pantera. "A banda é muito boa. O Festival por ser rock e um evento aberto. O legal do rock é que acaba atraindo uma galera de boa, famílias", explicou.
Leonardo Leon, de 29 anos, disse que festivais de rock precisam acontecer com mais frequência em BH. "O movimento é muito bom. O viaduto é local que abraça todos os públicos ", disse Leon animado com os shows do evento.
Juliane Sathler, de 44 anos veio com um grupo de amigas curtir o show da banda Maurinho Berro D'agua e os Malditos e também um cover do ACDC. "Adoro rock, sempre gostei, sou fã do ACDC e a banda Seu Madruga é demais", completou Juliane.
Os integrantes do Black Pantera estavam animados com o show. "Acabamos de chegar de outro festival, o The Town, e vir pra BH logo em seguida é muito legal porque é uma cidade que nos abraçou desde o início", disse Charlinho, um dos vocalistas do trio.
Rodrigo Pancho, o baterista, disse que a banda gosta de tocar temas que são importantes para a sociedade, destacando que o próprio nome do grupo veio como uma homenagem aos Black Panthers de Nova York nos anos 70. "Estamos furando bolhas, e essa é a nossa meta, falar das nossas vivências, questionar o status e levar as pessoas a pensar", comentou Pancho.
E não podia também faltar uma conversa rápida com Maurinho, um dos ícones do rock mineiro que fez tanto sucesso nos anos 90 e início dos anos 2000 com o Tianastácia. Maurinho é entusuasta de eventos como esse."Festivais como esse são sempre bem vindos, encontramos com nossos colegas, nossos parceiros que ficam na correria do dia a dia, além de apresentar pra galera mais nova o nosso rock", concluiu o cantor.
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