
Ex-presidente passou por procedimento para retirada de manchas de pele no domingo (14).
O ex-presidente Jair Bolsonaro está com câncer de pele, segundo confirmação do médico Claudio Birolini, integrante da equipe que acompanha Bolsonaro. Foram encontradas células cancerígenas em duas das oito lesões de pele retiradas do ex-presidente no domingo (14), em procedimento no Hospital DF Star.
Segundo declarações do médico, o tipo de câncer de pele não seria “nem o mais bonzinho, nem o mais agressivo, mas ainda assim, um câncer de pele”. Por enquanto, as as lesões já retiradas demandariam apenas avaliação periódica e acompanhamento clínico, de acordo com boletim divulgado pelo hospital.
“Essas duas lesões estavam em fase precoce, in situ, o que demanda apenas avaliação periódica. Uma foi retirada no tórax e outra no braço. Não têm relação com a facada”, afirmou Birolini. O médico disse ainda que a retirada de uma lesão in situ é considerada curativa. Nesse tipo de caso, não há necessidade de tratamento adicional.
Ainda na terça-feira, Bolsonaro passou por exames, foi medicado e recebeu a indicação de não ingerir alimentos sólidos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou o pai no dia da internação e atribuiu o mal estar à decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal federal (STF) que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão pela trama golpista. Também pediu “trégua” ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, a quem se referiu como “terrorista”.
Cláudio Birolini, diretor de cirurgia geral do Hospital das Clínicas da USP e médico pessoal do ex-presidente, viajou à capital federal para acompanhar o tratamento. Segundo o médico, o quadro foi descoberto nesta tarde.
“No começo da tarde, recebemos o laudo anatomopatológico das lesões de pele retiradas no domingo. Foram oito lesões. Uma sabíamos que era apenas fibroma. As outras sete eram suspeitas de câncer de pele. Dessas sete, duas vieram positivas para carcinoma de células escamosas, que não é o mais brando nem o mais agressivo, mas um tipo intermediário, que ainda assim pode ter consequências sérias”, afirmou o médico na tarde desta quarta-feira (17).
Segundo médico, a suspeita de lesões acontece ainda em abril, quando o ex-presidente foi internado para uma cirurgia extensa. A recomendação, no momento, foi de observação das lesões e potencial retirada.
“Ele tem várias queratoses e lesões que precisam ser mantidas sob vigilância contínua. O carcinoma de células escamosas, se não tratado, pode se agravar e se tornar uma sentença de morte. Nesse caso, não será necessária nova cirurgia imediata, mas ele precisará de reavaliações periódicas para identificar outras possíveis lesões suspeitas”, disse.
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